Irmão,
não quero perder nada do que ganhei tendo vc ao meu lado!
Deus,
me ajuda a exalar todo perfume de tantas lições de amor e o perfume do prazer profundo de amar muito!!!!!!!!!!!
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Rio, 29 de Janeiro de 2009
Uma homenagem ao querido Salomão... :o)
Sexta-feira, 16 de janeiro de 2009. Enquanto todos no trabalho comemoram a chegada do fim de semana e cada um planeja a sua farra, eu lembro que se aproxima o dia em que eu posso viver uma coisa diferente de toda a semana de trabalho. Não é praia, não é shopping, não é churrasco. É a doação do meu tempo para alguém.
Não tem mais como ser diferente. Fui cativada. Por quem? Por Aquele que ninguém vê. Aquele que não foi mais um nesse mundo. Foi o próprio Cristo. Aquele que passou a vida toda servindo, é o grande responsável por me fazer enxergar isso que é uma grande dádiva: servir ao próximo e doar-se em amor.
E então chegou o fim de semana. Com ele, um sol intenso que só começou no Rio há alguns dias. Depois de um longo período só de chuvas e céu nublado, amanheceu o domingo, dia de descanso, dia de sol. Mas não importava... Eu ia visitar o Salomão. Pra nós, era um dia de sol. Pra ele, era mais um dia de vida, com sol. É claro que fica aquele olhar perdido na rua, enquanto sigo a caminho da visita: tem amigos se encontrando pra ir papear na praia, tem música em todo canto, tem gente combinando o churrasco, a feijoada...
No nosso carro, estamos eu e mais três voluntários. Que alegria ver que não estou sozinha. Somos poucos. Poucos e extremamente felizes.
O calor? Total. O lugar? Longe. Estradas com buracos, com obras e até umas ruas que entramos errado. É claro que a gente tem sede, tem cansaço, é claro que a gente sabe que lá... lá de onde saímos, tem um mundo à nossa espera. Sim... demos as costas pra esse mundo detrás. Temos vida à nossa frente!
Finalmente chegamos na casa em que ele está acolhido. Tiramos do carro o pouco que levamos: frutas, legumes, verduras e um jogo.
Jogamos uma partida desse jogo interativo que levamos. O Salomão não ganhou o jogo mas é um vencedor todos os dias, à medida que acorda, que enfrenta mais um dia de calor, sem ar-condicionado, com sonda, cheio de curativos e limitações.
Ele escolheu um filme para assistirmos (total preferência dele!) e escreveu no caderninho, pedindo que a querida Néia (dona da casa) fizesse pipoca pra gente. "Ah... não pecisava!" (comentamos)
A Néia fez a pipoca e chegou para nos servir. Carinhosamente falou: "Salomão, sente o cheirinho que você tanto gosta!" Foi aí que me dei conta do tamanho daquela generosidade: é impossível que ele coma. Em momento algum ele desfrutaria daquela delicadeza junto com a gente mas, assim mesmo, mesmo sentindo aquele cheirinho, ele fez questão que a gente aproveitasse melhor aquele momento. Um dos gestos mais lindos que eu já vi!
Assim também nós, tentamos fazer com que o tempo que passamos com ele fosse o melhor que ele pudesse viver: brincamos, rimos, conversamos, abraçamos... E eu fico pensando... em que praia eu viveria o que estava vivendo lá naquele lugar?!
O calor continuava, minha cabeça doía mas... curioso... tudo era tão suportável pra mim. Eu só via diante de mim uma pessoa completamente guerreira, cheia de exemplos de vida pra me dar.
Ele mostrou a mim e à minha amiga um trecho do livro que ele está escrevendo. Dizia que tudo passou a ser muito difícil pra ele quando a mãe morreu. Pessoas embaixo de viaduto e dormindo em lixão, era tudo o que ele sempre observava, ainda quando a mãe era viva, e ele ficava perplexo com essas cenas. E, no livro que ele está escrevendo, ele segue confessando: "e até no lixão eu já tive que dormir." Daí se segue um relato emocionante, descrevendo desde o início de sua doença e até onde ele chegou, já fora do país dele.
No entanto, no meio de todas aquelas linhas com citações de dores e frustrações, ele escreve "... mas Deus é tão bom que colocou no meu caminho pessoas maravilhosas, amigos que me fazem ver que eu posso continuar confiando". (tentei disfarçar as lágrimas)
E eu que pensava que a "partida de jogo" era nossa, porque buscamos nos doar naquele dia. Não... é ele quem me ensina a cada segundo. A partida é sempre dele. A impressionante luta contra uma coisa extremamente forte e dolorosa; o viver sem família; os dias calorentos; o futuro completamente incerto. E no meio de tudo isso, uma gratidão imensa a Deus que lhe permitiu conhecer nós, voluntários, no seu caminho.
Nosso amor gratuito, nossa ação sem desejar nada em troca, nossas horas desfrutadas com pureza de coração. Por certo, esse domingo não podia terminar melhor!
Viemos embora com um sorriso largo no rosto. No carro, seguem as brincadeiras e o desafio da paciência e superação de enfrentar de novo as estradas, a distância, o intenso calor. Acho que nenhum de nós conseguiria pesar mais os incômodos do que tudo o que vivemos naquela visita. Muito pelo contrário... viemos agradecendo a Deus pelo privilégio de um dia termos notado a importância e o enorme presente de saber amar. Agradecemos por cada instante de todo esse dia, pela sementinha regada no coração do Salomão e pelo espírito de luta dele que com certeza nos faz jovens de mais fé, admiradores das belezas simples, confortados e fortalecidos diante da pureza de coração e com a esperança e o amor renovados.
Mari Maximo, Pedro Frodo e Rodrigo, muito obrigada por um dos domingos mais felizes da minha vida! E, claro, obrigada pelo exemplo que são a mim! É muito bom ver que não estou sozinha... é maravilhoso ver o amor escancarado no rosto de vocês. É gratificante ver que um pequeno gesto sempre vale a pena. Nosso coração está leve, feliz, em paz! Nossos pés estão firmes para o próximo passo e eu já desejo viver tudo isso de novo!! =)
Deus os abençoe!
Deus abençoe a todos os voluntários desse mundo!
Deus abençoe a todos que sempre me ajudam em tudo o que eu solicito!
Grande beijo, todo meu amor, minhas sinceras orações e constante alegria!! ;-)
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EU TE AMO, irmão!!!!!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Frutos!! :))
Oi, queridos!!
Eu sei q alguns nao conseguem ver muito sentido nos valores q são "pregados" pra gente viver a Quaresma. Sei tbm q a palavra "jejum" assusta um pouquinho e quando eu envio aquele email divulgando a campanha "Jejum de Daniel" muita gente acha q é difícil e se sente incapaz ou, simplesmente desconhece os resultados q uma campanha dessas pode ter.
É claro q geralmente as nossas intenções de oração são muito pessoais, muito íntimas... e nao daria pra eu falar em detalhes o q aconteceu comigo nesses dias tanto de Quaresma quanto da Campanha do Jejum de Daniel. Mas queria deixar aqui meu testemunho de q ninguém é perfeito, ninguém é melhor do q ninguém e viver o q é proposto na Quaresma e no Jejum é MUITO difícil, inclusive pra mim q divulgo! Acho q algumas pessoas pensam q eu sou santa, q eu to sempre acertando, q eu isso ou aquilo mas queria dizer q eu erro e erro muito; q eu tenho dificuldades pra acertar; q eu tenho dificuldades de abrir mão de algumas coisas, de deixar de murmurar, de deixar de falar mal...; tenho dificuldades de jejuar, claro!!! Nao é uma coisa fácil e nem simples... Requer disciplina, organização, tempo pra oração e muita fé. E a minha é tão pequena... Sempre peço a Deus pra aumentá-la!!!
Um outro agravante é q a minha saúde é meio debilitada... De 2 anos pra cá q nao consigo fazer esse Jejum como gostaria... É comum eu passar mal. E, com muito pesar, procuro fazer o Jejum mas sem jejuar efetivamente. Me alimento menos mas, nao posso - por causa da minha saúde - retirar uma das refeições. É realmente uma pena pois, fazer um pouco de sacrifício é um meio eficaz de santificação!! Mas... Deus sabe o pq disso tudo! Ao menos as intenções eu coloquei pra Ele e as leituras da Bíblia e as orações (especificamente em prol das intenções da Quaresma e da Campanha), eu fiz.
Queria lhes dizer - com o coração muito alegre - q tanto as experiências no período da Quaresma quanto a da Campanha do Jejum de Daniel é uma das melhores (se nao for a melhor!) experiência q eu já tive (e tenho, pois isso acontece todos os anos!).
Queria dizer q nao é como uma mágica mas como se a nossa mente ficasse mais iluminada;
como se a gente ouvisse melhor a voz de Deus;
como se a gente tivesse mais coragem pra algumas coisas;
como se a gente tivesse mais sabedoria pra outras coisas;
e, claro, nao como uma mágica mas por pura misericórdia de Deus algumas das nossas intenções e dos nossos pedidos realmente se realizam!
É impressionante olhar pro meu caderninho de anotações com as intenções das minhas orações e ver q tantas coisas se esclareceram e tantas coisas aconteceram!!
É uma questão de fé mas repito: nao é uma mágica ou barganha como se déssemos uma coisa pra Deus pra q Ele nos desse algo em troca. Nao!! Afinal, se fosse por mérito, nao teríamos muitaaaaaas coisas!! Nao teríamos nem mereceríamos nada!! Mas a misericórdia e o amor Dele são gigantescos!!
Uma vez ouvi uma coisa bem bacana: "Quando a gente se dispõe a dar pouco pra Deus, Ele até pode querer dar mais coisas pra gente mas, por causa da nossa visão limitada, da nossa "conexão" limitada, da nossa busca pequena... a gente nao consegue receber muita coisa... A gente nao consegue receber quase nada. Ele até pode querer dar mais porém, se agimos pouco, se a nossa fé está na inércia ou se nossas orações são pequenininhas, é bem provável q a gente pouco perceba do tanto q Ele está disponível pra dar e nem o tanto q Ele pode nos dar!!!"
Acho q é mais ou menos isso, queridos! É como a passagem q diz q "Colhemos o q plantamos; Aquilo q plantamos, isso recberemos!" (ref. Gal. 6,7)
É como o amor ao próximo. A gente até pode amar mas se o próximo nao amar, muito pouco ele vai sentir do amor q a gente dá... Muito pouco ele se sentirá amado, etc... É importante q ambos amem; é importante q ambos tenham coragem de deixar coisas pequenas e cuidem do jardim q estão semeando pra verem nascer grandes árvores e árvores q dão frutos!
Fica aqui o meu testemunho de q eu acho MUITO DIFÍCIL viver esses dias mas eu recebi de Deus GRANDES bênçãos!!! E desejo - de todo o coração - a mesma coisa para cada um de vcs! Para Deus, nada é impossível...!!!
Um bjo bem grande e com muito carinho. Excelente Páscoa 2012!!! =)
Eu sei q alguns nao conseguem ver muito sentido nos valores q são "pregados" pra gente viver a Quaresma. Sei tbm q a palavra "jejum" assusta um pouquinho e quando eu envio aquele email divulgando a campanha "Jejum de Daniel" muita gente acha q é difícil e se sente incapaz ou, simplesmente desconhece os resultados q uma campanha dessas pode ter.
É claro q geralmente as nossas intenções de oração são muito pessoais, muito íntimas... e nao daria pra eu falar em detalhes o q aconteceu comigo nesses dias tanto de Quaresma quanto da Campanha do Jejum de Daniel. Mas queria deixar aqui meu testemunho de q ninguém é perfeito, ninguém é melhor do q ninguém e viver o q é proposto na Quaresma e no Jejum é MUITO difícil, inclusive pra mim q divulgo! Acho q algumas pessoas pensam q eu sou santa, q eu to sempre acertando, q eu isso ou aquilo mas queria dizer q eu erro e erro muito; q eu tenho dificuldades pra acertar; q eu tenho dificuldades de abrir mão de algumas coisas, de deixar de murmurar, de deixar de falar mal...; tenho dificuldades de jejuar, claro!!! Nao é uma coisa fácil e nem simples... Requer disciplina, organização, tempo pra oração e muita fé. E a minha é tão pequena... Sempre peço a Deus pra aumentá-la!!!
Um outro agravante é q a minha saúde é meio debilitada... De 2 anos pra cá q nao consigo fazer esse Jejum como gostaria... É comum eu passar mal. E, com muito pesar, procuro fazer o Jejum mas sem jejuar efetivamente. Me alimento menos mas, nao posso - por causa da minha saúde - retirar uma das refeições. É realmente uma pena pois, fazer um pouco de sacrifício é um meio eficaz de santificação!! Mas... Deus sabe o pq disso tudo! Ao menos as intenções eu coloquei pra Ele e as leituras da Bíblia e as orações (especificamente em prol das intenções da Quaresma e da Campanha), eu fiz.
Queria lhes dizer - com o coração muito alegre - q tanto as experiências no período da Quaresma quanto a da Campanha do Jejum de Daniel é uma das melhores (se nao for a melhor!) experiência q eu já tive (e tenho, pois isso acontece todos os anos!).
Queria dizer q nao é como uma mágica mas como se a nossa mente ficasse mais iluminada;
como se a gente ouvisse melhor a voz de Deus;
como se a gente tivesse mais coragem pra algumas coisas;
como se a gente tivesse mais sabedoria pra outras coisas;
e, claro, nao como uma mágica mas por pura misericórdia de Deus algumas das nossas intenções e dos nossos pedidos realmente se realizam!
É impressionante olhar pro meu caderninho de anotações com as intenções das minhas orações e ver q tantas coisas se esclareceram e tantas coisas aconteceram!!
É uma questão de fé mas repito: nao é uma mágica ou barganha como se déssemos uma coisa pra Deus pra q Ele nos desse algo em troca. Nao!! Afinal, se fosse por mérito, nao teríamos muitaaaaaas coisas!! Nao teríamos nem mereceríamos nada!! Mas a misericórdia e o amor Dele são gigantescos!!
Uma vez ouvi uma coisa bem bacana: "Quando a gente se dispõe a dar pouco pra Deus, Ele até pode querer dar mais coisas pra gente mas, por causa da nossa visão limitada, da nossa "conexão" limitada, da nossa busca pequena... a gente nao consegue receber muita coisa... A gente nao consegue receber quase nada. Ele até pode querer dar mais porém, se agimos pouco, se a nossa fé está na inércia ou se nossas orações são pequenininhas, é bem provável q a gente pouco perceba do tanto q Ele está disponível pra dar e nem o tanto q Ele pode nos dar!!!"
Acho q é mais ou menos isso, queridos! É como a passagem q diz q "Colhemos o q plantamos; Aquilo q plantamos, isso recberemos!" (ref. Gal. 6,7)
É como o amor ao próximo. A gente até pode amar mas se o próximo nao amar, muito pouco ele vai sentir do amor q a gente dá... Muito pouco ele se sentirá amado, etc... É importante q ambos amem; é importante q ambos tenham coragem de deixar coisas pequenas e cuidem do jardim q estão semeando pra verem nascer grandes árvores e árvores q dão frutos!
Fica aqui o meu testemunho de q eu acho MUITO DIFÍCIL viver esses dias mas eu recebi de Deus GRANDES bênçãos!!! E desejo - de todo o coração - a mesma coisa para cada um de vcs! Para Deus, nada é impossível...!!!
Um bjo bem grande e com muito carinho. Excelente Páscoa 2012!!! =)
Curto, esclarecedor e motivante!! :o)
"Se alguém quer me seguir, renuncie-se a si mesmo."
(Mt. 16,24)
Somos provocados por este chamado envolvente e impactante de Cristo.
A vida é marcada de renúncias, e de fato, há um aprendizado específico que passa por elas.
Na Quaresma, a Igreja é convidada a perceber o que se faz essencial para viver comprometidamente este seguimento a Cristo.
Porém, é preciso entender que Jesus não quer que ninguém se anule em sua identidade, mas antes de tudo, O tenha como a grande referência para todas as suas escolhas.
As decisões e os particulares discernimentos da vida passam pela ótica do Evangelho e não passam pelo triste critério egoísta dos fariseus. O grande perigo é fazermos uma religião segundo o nosso querer, construir um "deus" de acordo com nossa vontade.
O desapego, o desprendimento de si, o abrir mão do ego ainda é o nosso maior desafio na vida. O fácil é se aprisionar a manias, a pessoas, a ideologias.
Este tempo quer lembrar antes de tudo, que Jesus não deixou de ser Jesus por abraçar a cruz e Se deixar conduzir pelos planos do Pai. Sua essência ficou ainda mais clara: Ele é feliz porque fez a vontade do Pai. Jesus não foi somente honrado apenas pelos êxitos e sucesso de sua missão, mas foi honrado também pelo sofrimento fecundo e redentor que fez valer a nossa salvação.
Seja isto um sagrado convite a descobrirmos uma riqueza espiritual do autodomínio, numa predisposição ao desprendimento. Quando algo parecer ser "muito nosso" a ponto de inflar nosso ego, talvez esta seja a grande oportunidade de, corajosamente, descobrir o bálsamo espiritual na prática da renúncia.
"A verdade da beleza de uma árvore em flor se esconde na fealdade de suas raízes."
(Santo Agostinho)
Texto de: Pe. Gleuson Gomes
(Mt. 16,24)
Somos provocados por este chamado envolvente e impactante de Cristo.
A vida é marcada de renúncias, e de fato, há um aprendizado específico que passa por elas.
Na Quaresma, a Igreja é convidada a perceber o que se faz essencial para viver comprometidamente este seguimento a Cristo.
Porém, é preciso entender que Jesus não quer que ninguém se anule em sua identidade, mas antes de tudo, O tenha como a grande referência para todas as suas escolhas.
As decisões e os particulares discernimentos da vida passam pela ótica do Evangelho e não passam pelo triste critério egoísta dos fariseus. O grande perigo é fazermos uma religião segundo o nosso querer, construir um "deus" de acordo com nossa vontade.
O desapego, o desprendimento de si, o abrir mão do ego ainda é o nosso maior desafio na vida. O fácil é se aprisionar a manias, a pessoas, a ideologias.
Este tempo quer lembrar antes de tudo, que Jesus não deixou de ser Jesus por abraçar a cruz e Se deixar conduzir pelos planos do Pai. Sua essência ficou ainda mais clara: Ele é feliz porque fez a vontade do Pai. Jesus não foi somente honrado apenas pelos êxitos e sucesso de sua missão, mas foi honrado também pelo sofrimento fecundo e redentor que fez valer a nossa salvação.
Seja isto um sagrado convite a descobrirmos uma riqueza espiritual do autodomínio, numa predisposição ao desprendimento. Quando algo parecer ser "muito nosso" a ponto de inflar nosso ego, talvez esta seja a grande oportunidade de, corajosamente, descobrir o bálsamo espiritual na prática da renúncia.
"A verdade da beleza de uma árvore em flor se esconde na fealdade de suas raízes."
(Santo Agostinho)
Texto de: Pe. Gleuson Gomes
Lembrança de 21 de Janeiro de 2012 =D
"Todas as pessoas grandes foram um dia crianças mas nem todas se lembram disso..."
(Saint-Exupéry > O Pequeno Príncipe)
Eu tava quase indo dormir, depois de um dia cheio de trabalho. Ela... ela teve um dia cheio de consultas médicas e fazia sua oração, antes de se deitar.
Sentei ao lado dela e disse que só ia dar boa noite. Ela fez que "sim" com a cabeça e, sem mais nem menos, começou a falar sobre a vida. O tanto que já sofreu, o tanto de dificuldades que passou na roça e passou com gentes. Pessoas monstruosas que feriram sua alma, um marido que obrigava os filhos a trabalharem na roça mas que ela os defendia e impedia que isso acontecesse. Os defendia como uma leoa...
Me contou do início da sua vida pós-roça e de tudo o que engoliu e superou por amor.
Olhou nos meus olhos e disse: "Ódio? Nunca soube o que é isso... Na vida, minha filha, a gente passa por tudo o que tem que passar, fazendo a nossa parte e entregando tudo a Deus."
Eu fiz que "sim" com a cabeça e ela continuou: "Não me arrependo de nada. Foi tudo com confiança em Deus e nunca desisti nem deixei de tentar nada. É muito melhor a gente saber que tentou de tudo do que ver as coisas passando..."
Eu sorri, beijei suas mãos, sua testa, pedia a sua bênção e disse: "Dorme com Deus, vovó linda."
Dentro de mim tem uma menina de todos esses anos. Até aqui: 29 anos.
Tem viagens em todas as férias, tem girinos que eu caçava com a peneira de macarrão, nas cachoeiras de Visconde de Mauá. Tem dedinhos que tocavam a areia pela primeira vez, tem a primeira dança na escola, as primeiras amizades e primeiras colas. Tem um montão de frio na barriga do primeiro dia de aula (de todos os anos ;-), das apresentações de balé, de nadar pra longe e achar que não ia conseguir voltar. Tem sorrisos e gargalhadas de verdade (!!) com brincadeiras com meus primos, com as partidas de Cara-a-Cara que eu ganhei, com passos de dança que eu imitava meus primos mais velhos fazerem e eu errava. Tem a vergonha de dizer quem era meu Amigo Oculto, vergonha de algum menino que dizia que gostava de mim, vergonha de errar. Tem medo de não ser aprovada, de viajar com neblina na serra, de ir mal na dinâmica de grupo.
Tem uma menina catadora de tatuis, uma menina que já foi salva pelo salva-vidas porque foi longe demais, uma menina que pensava que seria filha única pra sempre mas ganhou um irmãozinho (Salomão) que tanto ensinou a lutar e a sonhar.
Tem lembranças ricas, aprendizados enormes, sofrimentos que me fizeram entender o sacrifício de Jesus, lutas e vitórias que me fizeram sentir o amor de Deus ainda mais forte, mais intenso, mais vivo.
Daquela mulher do diálogo bonito... aquela mulher com seus 92 anos, me fica uma serenidade e sabedoria bem limpas. Tudo muito claro e óbvio.
Da minha família, do namorado e dos queridos amigos, me fica a dádiva da compreensão, do respeito, do milagre da paciência... fica o valor da doação.
Das crianças com câncer que vi sobreviverem só por causa de sorrisos e por eu ter aprendido me doar, me fica a gratidão nos olhares das mães dessas crianças e o milagre de desejar fazer o bem.
E do meu irmão Salomão - que também foi o rapaz mais lindo do mundo - me fica a certeza de que tudo é muito mais bonito do que a gente pensa... Tudo é mais possível, mais forte e tem muito mais sentido quando se tem muito mais amor.
Se as coisas são o que fazemos delas;
se o mundo é feio devido à proporção que o enxergamos se comparado ao tanto que nós podemos ser diferentes e co-participantes;
se a educação e o bom trato podem e devem começar em mim;
se Deus me criou para amar as pessoas;
se sonhos foram feitos para serem realizados...
...então eu só posso agradecer a Deus por tudo e todos nesses 29 anos de vida.
E só posso ser feliz porque acreditar e sentir o amor do Autor da Vida por mim, me faz bem demais!
"Cristo garante a alegria que ninguém nos pode tirar." (João 16,22)
Muito obrigada por fazerem parte da minha vida! Deus abençoe a todos!
Um bjo enorme, mais velhinha e mais apaixonada por Deus ;-)
Luiza.
(Saint-Exupéry > O Pequeno Príncipe)
Eu tava quase indo dormir, depois de um dia cheio de trabalho. Ela... ela teve um dia cheio de consultas médicas e fazia sua oração, antes de se deitar.
Sentei ao lado dela e disse que só ia dar boa noite. Ela fez que "sim" com a cabeça e, sem mais nem menos, começou a falar sobre a vida. O tanto que já sofreu, o tanto de dificuldades que passou na roça e passou com gentes. Pessoas monstruosas que feriram sua alma, um marido que obrigava os filhos a trabalharem na roça mas que ela os defendia e impedia que isso acontecesse. Os defendia como uma leoa...
Me contou do início da sua vida pós-roça e de tudo o que engoliu e superou por amor.
Olhou nos meus olhos e disse: "Ódio? Nunca soube o que é isso... Na vida, minha filha, a gente passa por tudo o que tem que passar, fazendo a nossa parte e entregando tudo a Deus."
Eu fiz que "sim" com a cabeça e ela continuou: "Não me arrependo de nada. Foi tudo com confiança em Deus e nunca desisti nem deixei de tentar nada. É muito melhor a gente saber que tentou de tudo do que ver as coisas passando..."
Eu sorri, beijei suas mãos, sua testa, pedia a sua bênção e disse: "Dorme com Deus, vovó linda."
Dentro de mim tem uma menina de todos esses anos. Até aqui: 29 anos.
Tem viagens em todas as férias, tem girinos que eu caçava com a peneira de macarrão, nas cachoeiras de Visconde de Mauá. Tem dedinhos que tocavam a areia pela primeira vez, tem a primeira dança na escola, as primeiras amizades e primeiras colas. Tem um montão de frio na barriga do primeiro dia de aula (de todos os anos ;-), das apresentações de balé, de nadar pra longe e achar que não ia conseguir voltar. Tem sorrisos e gargalhadas de verdade (!!) com brincadeiras com meus primos, com as partidas de Cara-a-Cara que eu ganhei, com passos de dança que eu imitava meus primos mais velhos fazerem e eu errava. Tem a vergonha de dizer quem era meu Amigo Oculto, vergonha de algum menino que dizia que gostava de mim, vergonha de errar. Tem medo de não ser aprovada, de viajar com neblina na serra, de ir mal na dinâmica de grupo.
Tem uma menina catadora de tatuis, uma menina que já foi salva pelo salva-vidas porque foi longe demais, uma menina que pensava que seria filha única pra sempre mas ganhou um irmãozinho (Salomão) que tanto ensinou a lutar e a sonhar.
Tem lembranças ricas, aprendizados enormes, sofrimentos que me fizeram entender o sacrifício de Jesus, lutas e vitórias que me fizeram sentir o amor de Deus ainda mais forte, mais intenso, mais vivo.
Daquela mulher do diálogo bonito... aquela mulher com seus 92 anos, me fica uma serenidade e sabedoria bem limpas. Tudo muito claro e óbvio.
Da minha família, do namorado e dos queridos amigos, me fica a dádiva da compreensão, do respeito, do milagre da paciência... fica o valor da doação.
Das crianças com câncer que vi sobreviverem só por causa de sorrisos e por eu ter aprendido me doar, me fica a gratidão nos olhares das mães dessas crianças e o milagre de desejar fazer o bem.
E do meu irmão Salomão - que também foi o rapaz mais lindo do mundo - me fica a certeza de que tudo é muito mais bonito do que a gente pensa... Tudo é mais possível, mais forte e tem muito mais sentido quando se tem muito mais amor.
Se as coisas são o que fazemos delas;
se o mundo é feio devido à proporção que o enxergamos se comparado ao tanto que nós podemos ser diferentes e co-participantes;
se a educação e o bom trato podem e devem começar em mim;
se Deus me criou para amar as pessoas;
se sonhos foram feitos para serem realizados...
...então eu só posso agradecer a Deus por tudo e todos nesses 29 anos de vida.
E só posso ser feliz porque acreditar e sentir o amor do Autor da Vida por mim, me faz bem demais!
"Cristo garante a alegria que ninguém nos pode tirar." (João 16,22)
Muito obrigada por fazerem parte da minha vida! Deus abençoe a todos!
Um bjo enorme, mais velhinha e mais apaixonada por Deus ;-)
Luiza.
Pollyanna! "O jogo do contente"
Email de 16/06/2011...
Oi, queridos!
Quando eu era pequena, lia bastante livros. Lá pelos meus 8 ou 9 anos, li um livro que nunca mais esqueci de suas lições. Se chamava "Pollyanna" e contava a história de uma menina cheia de problemas mas que - surpreendentemente - SEMPRE via motivos para se alegrar. De cada fato ruim, ela tirava algo bom. Ela é a dona da teoria de não resmungarmos nas segundas-feiras pois devíamos estar contentes já que estamos mais distantes da próxima segunda-feira!
Longe de ser uma fábula, à medida que cresci, vi o quanto as teorias de Pollyanna de sempre buscar algo bom em tudo, o quanto isso era real, ou melhor, o quanto isso se fazia ecessário na vida.
E quando cresci mais um pouquinho, vi que além de real, necessário, além de fazer bem pra alma, além do "o que não tem remédio, remediado está", além do "bom-humor é tudo"... esse "Jogo do Contente" (como a Pollyanna chamava) na verdade pôs sentido na minha caminhada como cristã. Pois foi nessa caminhada que percebi que ser feliz não é conseguir algo, comprar algo, receber algo... ser feliz é sentir-se amado pelo Autor da Vida. Simples assim. Há como sermos felizes com tudo e seja qual for a circunstância, se estivermos bem pautados nessa certeza: Deus nos ama muito e de tudo e em tudo, há algo bom... há como ter um motivo pra ser contente ou grato... simplesmente porque há paz e há muito amor dentro de nós, em nós, por nós!
Existe uma passagem na Bíblia que diz "A minha alegria é o resultado da minha fé" (1 Pedro 1,9). E eu vi que era isso o que ia acontecendo comigo... que isso era justo o que acontecia com a pequena Pollyanna!
Pra encurtar a história, rs, dia desses eu tava pegando esse livro pra emprestar e folheei pra ver trechos marcados de fluorescentes (quase que imperceptíveis, de tão velhinho que o livro tá) mas aí, achei um trecho bem bacana que queria compartilhar com vcs!
Scaneei e estou enviando no anexo. Para quando tiverem um tempinho ou, para quando estiverem se sentindo tristes, ou desanimados, ou pouco contentes...
Com muito carinho,
Luiza.
“Amar, ser verdadeiro, deve custar - deve ser árduo - deve esvaziar-nos do ego.”
(Madre Teresa de Calcutá)
Oi, queridos!
Quando eu era pequena, lia bastante livros. Lá pelos meus 8 ou 9 anos, li um livro que nunca mais esqueci de suas lições. Se chamava "Pollyanna" e contava a história de uma menina cheia de problemas mas que - surpreendentemente - SEMPRE via motivos para se alegrar. De cada fato ruim, ela tirava algo bom. Ela é a dona da teoria de não resmungarmos nas segundas-feiras pois devíamos estar contentes já que estamos mais distantes da próxima segunda-feira!
Longe de ser uma fábula, à medida que cresci, vi o quanto as teorias de Pollyanna de sempre buscar algo bom em tudo, o quanto isso era real, ou melhor, o quanto isso se fazia ecessário na vida.
E quando cresci mais um pouquinho, vi que além de real, necessário, além de fazer bem pra alma, além do "o que não tem remédio, remediado está", além do "bom-humor é tudo"... esse "Jogo do Contente" (como a Pollyanna chamava) na verdade pôs sentido na minha caminhada como cristã. Pois foi nessa caminhada que percebi que ser feliz não é conseguir algo, comprar algo, receber algo... ser feliz é sentir-se amado pelo Autor da Vida. Simples assim. Há como sermos felizes com tudo e seja qual for a circunstância, se estivermos bem pautados nessa certeza: Deus nos ama muito e de tudo e em tudo, há algo bom... há como ter um motivo pra ser contente ou grato... simplesmente porque há paz e há muito amor dentro de nós, em nós, por nós!
Existe uma passagem na Bíblia que diz "A minha alegria é o resultado da minha fé" (1 Pedro 1,9). E eu vi que era isso o que ia acontecendo comigo... que isso era justo o que acontecia com a pequena Pollyanna!
Pra encurtar a história, rs, dia desses eu tava pegando esse livro pra emprestar e folheei pra ver trechos marcados de fluorescentes (quase que imperceptíveis, de tão velhinho que o livro tá) mas aí, achei um trecho bem bacana que queria compartilhar com vcs!
Scaneei e estou enviando no anexo. Para quando tiverem um tempinho ou, para quando estiverem se sentindo tristes, ou desanimados, ou pouco contentes...
Com muito carinho,
Luiza.
“Amar, ser verdadeiro, deve custar - deve ser árduo - deve esvaziar-nos do ego.”
(Madre Teresa de Calcutá)
Por que existe o sofrimento?
Por que existe o sofrimento?
Saber sofrer é saber viver. Jesus Cristo nos faz compreender o significado do sofrimento. Ninguém sofreu como Ele e ninguém como Ele soube enfrentar o sofrimento e dar-lhe um sentido transcendente. Um dia, Karl Wuysman, escritor francês, entre o revólver e o crucifixo, escolheu o crucifixo. O fato de Jesus ter sofrido como ninguém, e ser Deus e Santo, mostra que o sofrimento não é castigo. Uma prova de que Deus não deseja o sofrimento e não o manda como castigo a ninguém.
Um sinal forte de que o Reino de Deus já estava entre nós, eram as curas, os milagres, os exorcismos, etc, que Jesus fazia, isto é, vitórias sobre o mal e sobre o sofrimento.
Alguns perguntam: "Se Deus existe, então, como pode permitir tanta desgraça?" A resposta cristã para o problema do sofrimento foi dada de maneira clara por Santo Agostinho e por São Tomás de Aquino: "A existência do mal não se deve à falta de poder ou de bondade em Deus; ao contrário, Ele só permite o mal porque é suficientemente poderoso e bom para tirar do próprio mal o bem." (Suma Teológica I qu, 22, art. 2, ad 2). "Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus." (Romanos 8, 28). Deus, sendo perfeitíssimo, não pode ser a causa do mal, logo, é a própria criatura que pode falhar, já que não é perfeita como seu Criador.
Mas o mal pode ser também o uso mau das coisas boas. Uma faca é boa na mão da cozinheira mas não na mão de um assassino... O sofrimento da humanidade, sobretudo, é também fruto dos nossos erros. Paulo disse que "o salário do pecado é a morte" (Romanos 6, 23). Nossos erros geram sofrimentos para nossos descendentes também. Os filhos não herdam os pecados dos pais mas podem sofrer pelas consequências desses pecados.
Para que o homem fosse grande, digno, nobre... Deus o fez livre, inteligente, com sensibilidade, vontade, memória etc. Deus não poderia impedir o homem de Lhe dizer "não", senão, lhe tiraria a liberdade, e ele seria apenas um robô, uma marionete, um teleguiado. E Deus não quis isso. Deus não é paternalista, é Pai: não fica "passando a mão por cima" dos erros dos filhos. Esta é a Lei da justiça: quem erra, deve arcar com as consequências de seus erros.
Mas, para tanto - e sempre - há de haver esse Pai perfeito e cheio de amor, que nos recebe em Seus braços na esperança de sermos sempre melhores.
Felipe Aquino - escritor
Saber sofrer é saber viver. Jesus Cristo nos faz compreender o significado do sofrimento. Ninguém sofreu como Ele e ninguém como Ele soube enfrentar o sofrimento e dar-lhe um sentido transcendente. Um dia, Karl Wuysman, escritor francês, entre o revólver e o crucifixo, escolheu o crucifixo. O fato de Jesus ter sofrido como ninguém, e ser Deus e Santo, mostra que o sofrimento não é castigo. Uma prova de que Deus não deseja o sofrimento e não o manda como castigo a ninguém.
Um sinal forte de que o Reino de Deus já estava entre nós, eram as curas, os milagres, os exorcismos, etc, que Jesus fazia, isto é, vitórias sobre o mal e sobre o sofrimento.
Alguns perguntam: "Se Deus existe, então, como pode permitir tanta desgraça?" A resposta cristã para o problema do sofrimento foi dada de maneira clara por Santo Agostinho e por São Tomás de Aquino: "A existência do mal não se deve à falta de poder ou de bondade em Deus; ao contrário, Ele só permite o mal porque é suficientemente poderoso e bom para tirar do próprio mal o bem." (Suma Teológica I qu, 22, art. 2, ad 2). "Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus." (Romanos 8, 28). Deus, sendo perfeitíssimo, não pode ser a causa do mal, logo, é a própria criatura que pode falhar, já que não é perfeita como seu Criador.
Mas o mal pode ser também o uso mau das coisas boas. Uma faca é boa na mão da cozinheira mas não na mão de um assassino... O sofrimento da humanidade, sobretudo, é também fruto dos nossos erros. Paulo disse que "o salário do pecado é a morte" (Romanos 6, 23). Nossos erros geram sofrimentos para nossos descendentes também. Os filhos não herdam os pecados dos pais mas podem sofrer pelas consequências desses pecados.
Para que o homem fosse grande, digno, nobre... Deus o fez livre, inteligente, com sensibilidade, vontade, memória etc. Deus não poderia impedir o homem de Lhe dizer "não", senão, lhe tiraria a liberdade, e ele seria apenas um robô, uma marionete, um teleguiado. E Deus não quis isso. Deus não é paternalista, é Pai: não fica "passando a mão por cima" dos erros dos filhos. Esta é a Lei da justiça: quem erra, deve arcar com as consequências de seus erros.
Mas, para tanto - e sempre - há de haver esse Pai perfeito e cheio de amor, que nos recebe em Seus braços na esperança de sermos sempre melhores.
Felipe Aquino - escritor
Uma publicação minha num livro da Espanha e do México! =D
Email de 25/03/2011...
Queridos amigos!!!
É com uma imeeeensa alegria que venho lhes comunicar: o testemunho que dei sobre o Salomão, na minha vida, acaba de ser publicado num livro na Espanha e no México!!! É !!! Muito bom né? Também to radiante!!!! :D
Deixa eu lhes explicar melhor: recebi um email de um editorial espanhol com a proposta de que jovens testemunhassem sobre como encontraram Deus e se mantiveram apaixonados por Ele (ou, cada vez mais apaixonados... ;-)
O que eu não sabia é que os testemunhos agradariam tanto, a ponto de quererem lançar um livro só com os testemunhos!! Pois é!!!! =)
De mais de mil testemunhos enviados, 100 foram escolhidos! E o meu está entre esses 100!! :o)
Estou muito muito muito feliz não por mim, não por nenhum mérito meu senão, por tuuuuudo o que falei sobre o Salomão e que agora outras pessoas no mundo poderão conhecer!!!!!!!!!!! Vejam que alegria!!!!!!!!
Às vezes a gente ouve aquela frase "Deus escreve certo por linhas tortas" e eu prefiro dizer que "Deus sempre sabe o que é melhor pra nós, ainda que a gente não entenda."
Fico lembrando de quantas pessoas me perguntavam por que o Salomão sofria tanto... E eu sempre respondi que justo do sofrimento dele (que não me cabia questionar), eu acreditava que Deus sempre tirava o melhor. E esse melhor, é o resultado de pessoas que me escrevem falando que o Salomão mudou a vida delas, pessoas que começavam a brigar dentro de seus lares ou a se perder de alguma forma (até suicídio, por causa de problemas pessoais) mas justo porque essas pessoas se deram a oportunidade de ir até o Salomão (que estava sempre disposto a ter mais amigos e se sentir mais amado), então, justo nessas horas de crise ou de desespero, era quando essas pessoas pensavam no Salomão, na sua história de luta, vida e esperança... e aí, elas simplesmente paravam de fazer tudo o que estavam fazendo de ruim (com elas e com os outros)!
Do fundo do meu coração, apesar da dor da minha saudade que ainda é grande demais (!!!), também tenho certeza de que o melhor pra ele foi ter sido muuuuuuito amado por nós, ter sentido o amor de Deus e ter ido ficar juntinho de Deus! Graças a Deus por tudo, sempre!!!
Quanto à compra do livro, por enquanto, ele só está sendo vendido no México e na Espanha. Mas não faz mal ! Tenho um grande amigo no México e outro na Espanha que podem fazer essa compra pra mim... ;-)
Mais uma vez, agradeço àqueles que se deixaram tocar por Deus através do Salomão e todos que conheceram essa figurinha maravilhosa, encantadora e que, se Deus quiser, seguirá dando seu testemunho pelo mundo!! Seja através de mim, seja através de outros queridos que o amaram tanto ou que ainda conhecerão sua história!!!
Bjo bem grande e muuuuuito feliz!!!
Fiquem com Deus! :)
P.S.: No anexo, segue arquivo com a capa do livro. Vejam que há uma fotinha do meu rosto na coluna que tem a bandeira do Brasil !!! :D
Seguem palavras do email que recebi (são palavras bem bacanas!!! vale a pena ler!!! estão em espanhol e se alguém quiser, pode me perguntar!):
PRESENTACIÓN DEL LIBRO “100 AVENTURAS EN LA FE”
Hemos querido preparar un libro de testimonios donde los jóvenes narran su apasionante encuentro con Dios. Fuimos recogiendo testimonios de todo el mundo. El libro consta de
10 capítulos y de 100 testimonios escogidos entre los más de mil que recibimos. Es una selección de los mejores testimonios del mundo!
Los testimonios son de 41 países y de los 5 continentes: El Salvador, Filipinas, Colombia, Brasil, Alemania, Pakistán, India, Rep. Dominicana, Italia, Nigeria, Austria, Kenya, España, Timor Oriental, Argentina, Francia, Letonia, Zimbabue, Inglaterra, EEUU, Canadá, México, Togo, Chile, Malasia, Indonesia, Haití, Australia, Panamá, Costa Rica, Tanzania, Rumanía, Venezuela, Perú, Ecuador, Nicaragua, Bolivia, Paraguay, Cuba, Guatemala, Uruguay.
Pistas para encontrar a Dios
Estos testimonios son un botón de muestra de la sed de felicidad y búsqueda de sentido de la juventud actual. En todos ellos ese encuentro con Cristo ha sido el inicio de una vida más plena y llena de sentido.
Los capítulos del libro son pistas para encontrar a Dios y en Él redescubrir la felicidad y la autentica libertad. Precisamente uno de los capítulos se titula; “Caminos de
libertad” haciendo referencia a los casi in nitos caminos que prueban los jóvenes para alcanzar la buscada libertad. La frase de San Ambrosio: “Donde hay fe, allí hay libertad”
resume la experiencia de estos centenares de jóvenes que, a una sola voz, parecen gritar que no hay libertad ni felicidad lejos de Dios y que sus vidas son prueba de ello.
Una guía de esperanza para jóvenes y padres de familia
En este libro los Jóvenes redescubren por medio de testimonios sencillos y directos que Dios existe, nos ama y nos sale al encuentro. Busca facilitar el camino para vivir la fe de
una manera nueva y convencida.
En este libro también, los padres de familia conocen las experiencias que viven hoy en día los jóvenes, valoraran lo importante que es la cercanía y el amor hacia sus hijos. En
las cosas de la vida diaria y en la familia encuentran a Dios.
Carta sem resposta >> Email de 09/08/2010
Queridos amigos,
quando li o email abaixo, me emocionei MUITO com esses testemunhos altamente verdadeiros...!!!
Para aqueles que acompanham a minha história com o Salomão, sabem que eu e minha família levamos o Salomão ao encontro de um dos padres que o abrigou em Angola e que os relatos de sobrevivência de centenas de padres junto a essas crianças desamparadas (e a maioria delas, doentes) são realmente impressionantes!! Muitos padres completamente anônimos dão a vida em favor de milhares de crianças em tantos lugares da África...!
Ler o email abaixo, me fez relembrar cada palavra que esse padre dividiu comigo e com a minha família e que, na época, achávamos um assunto tão distante... como se fosse uma coisa muito longe da nossa própria imaginação. Pudera: não estamos acostumados a receber esse tipo de notícia, a ver ou a ouvir testemunhos desse tipo!
O email abaixo promove em mim uma emoção gigante pelo enorme poder de Deus em sensibilizar seres humanos da forma mais incrível e desafiadora que existe! Pessoas que dizem sim! Que apostam em sua missão, apostam no amor por Deus e pelo próximo!
Ler as palavras abaixo só me faz agradecer mais ainda a Deus, pela vida do Salomao e de cada padre que passou na vida dele naquele lugar. Sem eles, o Salomao nao teria chegado nem ao Brasil, nao teria iniciado seu tratamento. E o menino que conquistou o meu coração e o da minha família, nao teria se tornado meu irmão: o menino mais forte, mais cheio de fé, mais perseverante e lutador que eu já conheci !!!
Deus abençoe e fortaleça MUITO esses bravos homens de Deus!
Luiza.
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: José Gomes
Data: 3 de junho de 2010 14:05
Assunto: Carta sem resposta
Para:
Caros irmãos em Cristo,
A todos aqueles que amam o Cristo e querem servi-lo, repasse esta mensagem, não de defesa da Igreja Católica, mas, em defesa das verdades contidas no Evangelho.
Fiquem com Deus!
Diác. José Antônio
P.S. O texto me foi repassado pelo Diácono Vinicius, que assina logo abaixo do mesmo.
CARTA SEM RESPOSTA: Um missionário escreve ao New York Times para relatar histórias que não são notícia
O sacerdote salesiano Martín Lasarte, que está há mais de 20 anos em Angola, relata enternecedoras histórias de sacerdotes que entregam as suas vidas até limites inimagináveis, mas...«não são notícia».
O missionário salesiano uruguaio Martín Lasarte, um missionário que vive há mais de 20 anos em Angola, define-se a si mesmo numa carta enviada ao The New York Times como «um simples sacerdote católico» que se sente «feliz e orgulhoso» da sua vocação.
O diário norte-americano, que liderou a campanha contra a Igreja e o Papa por causa dos casos de pedofilia cometidos por alguns clérigos, ainda não respondeu.
Nela, Lasarte explica o trabalho silencioso a favor dos mais desfavorecidos que a maioria dos sacerdotes da Igreja católica fazem nestas paragens, mas que, no entanto, «não é notícia».
A carta
«Causa-me uma grande dor que pessoas que deveriam ser sinais do amor de Deus tenham sido um punhal na vida de inocentes. Não existem palavras que justifique tais actos. Não há dúvida que a Igreja só pode estar do lado dos débeis, dos mais indefesos. Portanto todas as medidas que venham a ser tomadas para a protecção, prevenção da dignidade das crianças serão sempre uma prioridade absoluta», afirma o missionário na sua carta.
Não é notícia...transportar crianças através de campos minados
No entanto, acrescenta o missionário, «é curiosa a excassez de notícias e o desinteresse pelos milhares e milhares de sacerdotes que se consomem pelos milhões de crianças, pelos adolescentes e os mais desfavorecidos nos quatro cantos do mundo».
«Penso que ao vosso meio de informação não lhes interesse que eu próprio tenha transportado através de caminhos minados em 2002 muitas crianças desnutridas desde Cangumbe a Lwena (Angola) pois nem o governo se dispunha a fazê-lo e as ONG não estavam autorizadas; que eu próprio tivesse tido que enterrar dezenas de crianças falecidas entre os deslocados de guerra e retornados; que tenha salvado a vida a milhares de pessoas em Moxico por intermédio do único posto médico em 90.000 quilómetros quadrados, assim como através da distribuição de alimentos e sementes; que tivéssemos dado a oportunidade a mais 110.000 crianças receberem de educação nestes 10 anos...», sublinha.
«Não é do vosso interesse -acrescenta- que, em conjunto com outros sacerdotes, tenhamos socorrido cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois da sua rendição, porque não chegavam os alimentos do Governo e da ONU».
A seguir o salesiano relata uma série de acções realizadas por intermédio de outros companheiros, muitas vezes arriscando a própria vida, mas que não recebem nenhuma atenção dos meios de Comunicação.
80 anos e confortando os desesperados... Também não
«Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, durante noite percorre a cidade de Luanda curando crianças da rua, levando-as para uma casa abrigo, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenha casas para crianças que foram golpeadas, maltratadas e até violadas. Tão pouco é noticia que Frei Maiato com os seus 80 anos passe de casa em casa confortando os enfermos e os desesperados».
60.000 sacerdotes que deixam tudo...não importa
«Não é noticia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes, religiosos tenham deixado a sua terra, a sua família para servir os seus irmãos em leprosarias, hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiras ou órfãos de pais que faleceram com sida, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros que prestam cuidados a seropositivos… ou sobretudo em paróquias e missões dá para motivar as pessoas a viver e amar».
Assassinados... também não.
«Não é notícia -diz- que o meu amigo, o padre Marcos Aurélio, para salvar alguns jovens durante a guerra em Angola, transportou-os de Kalulo a Dondo e ao regressar à sua missão tenha sido fuzilado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco catequistas, por terem ido ajudar em áreas rurais mais recônditas tenham falecido num acidente de viação; que dezenas de missionários em Angola tenham falecido por falta de socorro sanitário, por causa de uma simples malária; que outros tenham saltado pelo ar, por causa de uma mina, apenas por foram visitar os seus paroquianos. No cemitério de Kalulo estão as sepulturas dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Todos tinham menos de 40 anos».
Mais à frente afirma que para certos meios «não é notícia acompanhar a vida dum sacerdote "normal" no seu dia a dia, nas suas dificuldades e alegrias consumindo sem ruído a sua vida a favor da comunidade que serve».
«A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa Noticia, essa notícia que sem ruído começou na noite de Páscoa. Faz mais ruido uma árvore que cai do que um bosque que cresce», sublinha.
Nem herói nem neurótico...simplesmente um homem
«Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes -acrescenta-. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um simples homem, que com a sua humanidade procura seguir Jesus e servir os seus irmãos. Existem misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura…».
«Insistir de forma obcecada e persecutória num tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico com as quais me sinto ofendido», afirma.
E conclui: «Só lhe peço amigo periodista, que procure a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso torna-lo-á nobre na sua profissão».
"Encontro minha alegria na Vossa Palavra, como a de quem encontra um imenso tesouro".
(Sl 118, 162)
Diac. Vinicius
quando li o email abaixo, me emocionei MUITO com esses testemunhos altamente verdadeiros...!!!
Para aqueles que acompanham a minha história com o Salomão, sabem que eu e minha família levamos o Salomão ao encontro de um dos padres que o abrigou em Angola e que os relatos de sobrevivência de centenas de padres junto a essas crianças desamparadas (e a maioria delas, doentes) são realmente impressionantes!! Muitos padres completamente anônimos dão a vida em favor de milhares de crianças em tantos lugares da África...!
Ler o email abaixo, me fez relembrar cada palavra que esse padre dividiu comigo e com a minha família e que, na época, achávamos um assunto tão distante... como se fosse uma coisa muito longe da nossa própria imaginação. Pudera: não estamos acostumados a receber esse tipo de notícia, a ver ou a ouvir testemunhos desse tipo!
O email abaixo promove em mim uma emoção gigante pelo enorme poder de Deus em sensibilizar seres humanos da forma mais incrível e desafiadora que existe! Pessoas que dizem sim! Que apostam em sua missão, apostam no amor por Deus e pelo próximo!
Ler as palavras abaixo só me faz agradecer mais ainda a Deus, pela vida do Salomao e de cada padre que passou na vida dele naquele lugar. Sem eles, o Salomao nao teria chegado nem ao Brasil, nao teria iniciado seu tratamento. E o menino que conquistou o meu coração e o da minha família, nao teria se tornado meu irmão: o menino mais forte, mais cheio de fé, mais perseverante e lutador que eu já conheci !!!
Deus abençoe e fortaleça MUITO esses bravos homens de Deus!
Luiza.
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: José Gomes
Data: 3 de junho de 2010 14:05
Assunto: Carta sem resposta
Para:
Caros irmãos em Cristo,
A todos aqueles que amam o Cristo e querem servi-lo, repasse esta mensagem, não de defesa da Igreja Católica, mas, em defesa das verdades contidas no Evangelho.
Fiquem com Deus!
Diác. José Antônio
P.S. O texto me foi repassado pelo Diácono Vinicius, que assina logo abaixo do mesmo.
CARTA SEM RESPOSTA: Um missionário escreve ao New York Times para relatar histórias que não são notícia
O sacerdote salesiano Martín Lasarte, que está há mais de 20 anos em Angola, relata enternecedoras histórias de sacerdotes que entregam as suas vidas até limites inimagináveis, mas...«não são notícia».
O missionário salesiano uruguaio Martín Lasarte, um missionário que vive há mais de 20 anos em Angola, define-se a si mesmo numa carta enviada ao The New York Times como «um simples sacerdote católico» que se sente «feliz e orgulhoso» da sua vocação.
O diário norte-americano, que liderou a campanha contra a Igreja e o Papa por causa dos casos de pedofilia cometidos por alguns clérigos, ainda não respondeu.
Nela, Lasarte explica o trabalho silencioso a favor dos mais desfavorecidos que a maioria dos sacerdotes da Igreja católica fazem nestas paragens, mas que, no entanto, «não é notícia».
A carta
«Causa-me uma grande dor que pessoas que deveriam ser sinais do amor de Deus tenham sido um punhal na vida de inocentes. Não existem palavras que justifique tais actos. Não há dúvida que a Igreja só pode estar do lado dos débeis, dos mais indefesos. Portanto todas as medidas que venham a ser tomadas para a protecção, prevenção da dignidade das crianças serão sempre uma prioridade absoluta», afirma o missionário na sua carta.
Não é notícia...transportar crianças através de campos minados
No entanto, acrescenta o missionário, «é curiosa a excassez de notícias e o desinteresse pelos milhares e milhares de sacerdotes que se consomem pelos milhões de crianças, pelos adolescentes e os mais desfavorecidos nos quatro cantos do mundo».
«Penso que ao vosso meio de informação não lhes interesse que eu próprio tenha transportado através de caminhos minados em 2002 muitas crianças desnutridas desde Cangumbe a Lwena (Angola) pois nem o governo se dispunha a fazê-lo e as ONG não estavam autorizadas; que eu próprio tivesse tido que enterrar dezenas de crianças falecidas entre os deslocados de guerra e retornados; que tenha salvado a vida a milhares de pessoas em Moxico por intermédio do único posto médico em 90.000 quilómetros quadrados, assim como através da distribuição de alimentos e sementes; que tivéssemos dado a oportunidade a mais 110.000 crianças receberem de educação nestes 10 anos...», sublinha.
«Não é do vosso interesse -acrescenta- que, em conjunto com outros sacerdotes, tenhamos socorrido cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois da sua rendição, porque não chegavam os alimentos do Governo e da ONU».
A seguir o salesiano relata uma série de acções realizadas por intermédio de outros companheiros, muitas vezes arriscando a própria vida, mas que não recebem nenhuma atenção dos meios de Comunicação.
80 anos e confortando os desesperados... Também não
«Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, durante noite percorre a cidade de Luanda curando crianças da rua, levando-as para uma casa abrigo, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenha casas para crianças que foram golpeadas, maltratadas e até violadas. Tão pouco é noticia que Frei Maiato com os seus 80 anos passe de casa em casa confortando os enfermos e os desesperados».
60.000 sacerdotes que deixam tudo...não importa
«Não é noticia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes, religiosos tenham deixado a sua terra, a sua família para servir os seus irmãos em leprosarias, hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiras ou órfãos de pais que faleceram com sida, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros que prestam cuidados a seropositivos… ou sobretudo em paróquias e missões dá para motivar as pessoas a viver e amar».
Assassinados... também não.
«Não é notícia -diz- que o meu amigo, o padre Marcos Aurélio, para salvar alguns jovens durante a guerra em Angola, transportou-os de Kalulo a Dondo e ao regressar à sua missão tenha sido fuzilado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco catequistas, por terem ido ajudar em áreas rurais mais recônditas tenham falecido num acidente de viação; que dezenas de missionários em Angola tenham falecido por falta de socorro sanitário, por causa de uma simples malária; que outros tenham saltado pelo ar, por causa de uma mina, apenas por foram visitar os seus paroquianos. No cemitério de Kalulo estão as sepulturas dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Todos tinham menos de 40 anos».
Mais à frente afirma que para certos meios «não é notícia acompanhar a vida dum sacerdote "normal" no seu dia a dia, nas suas dificuldades e alegrias consumindo sem ruído a sua vida a favor da comunidade que serve».
«A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa Noticia, essa notícia que sem ruído começou na noite de Páscoa. Faz mais ruido uma árvore que cai do que um bosque que cresce», sublinha.
Nem herói nem neurótico...simplesmente um homem
«Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes -acrescenta-. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um simples homem, que com a sua humanidade procura seguir Jesus e servir os seus irmãos. Existem misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura…».
«Insistir de forma obcecada e persecutória num tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico com as quais me sinto ofendido», afirma.
E conclui: «Só lhe peço amigo periodista, que procure a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso torna-lo-á nobre na sua profissão».
"Encontro minha alegria na Vossa Palavra, como a de quem encontra um imenso tesouro".
(Sl 118, 162)
Diac. Vinicius
Viver de verdade!!! >> Texto de 14/09/2009
Ela estava ali, sem piscar. Olhos molhados, cabeça balançando, corpo tremendo. E minhas mãos, apertadas pelas suas.
O nome eu não sabia. aliás, não fazia idéia. Pouco importava. Ela clamava - apenas com um olhar - por um socorro.
Medo. Ela tinha muito medo... e quem não teria?
Apertava a minha mão...
Apertava a minha mão... e seguia sem ter coragem.
Depois de correr da sala de exame por 3 vezes, chorando, desde que apertou a minha mão, não deixou mais a sala.
A médica, que não entendia nada, não sabia se me ouvia ou se seguia insistindo com o procedimento.
"abra a boca e deixa eu te dar essa anestesia. A gente precisa fazer a biópsia de qualquer maneira."
Tem palavras que já assustam sem precisar de uma frase inteira: anestesia, biópsia, câncer. Muitas vezes, mesmo que isoladas, essas palavras dizem tudo.
"Lembra de quando você ia ao dentista e precisava levar uma anestesia? Então... é por isso que o gosto não é bom mas vai fazer todo efeito possível..."
E de onde eu tirei essa frase? Eu nem sabia o que ela tinha! E diferente do dentista (que com apenas umas borrifadas a anestesia já fez efeito), aquele spray que estava ali, ela tinha que ser tomado um vidrinho inteiro.
Ela olhava pra mim e olhava pra médica. Parecia que queria entender como eu estava ali, por que eu estava ali e por que eu apertava sua mão.
Entre uma falta de coragem e outra, mal percebi mas não deixei que a médica conversasse muito.
Segui falando: "Confia em Deus, querida. confia muito, de todo o coração. Você vai ver que quando o seu medo for enorme e você não tem o que fazer, só Ele vai ser capaz de te acalmar e te fortalecer."
A médica olhava pra mim e seguia pedindo que a moça abrisse a boca. enquanto isso, me contava que ela tinha 2 filhos pequenos.
- Filhos pequenos? Mas que coisa mais especial ! Então eles vão conhecer uma mãe muito guerreira a partir de hoje! - disse eu.
Ela gaguejou, sem quase conseguir falar, de tanto que tremia: "Eu não quero, não quero..."
E a médica continuou: "Sua família veio de tão longe, só pra te dar uma força. E você não vai ser corajosa?"
- Sua família está aí? É de outra cidade? Que maravilha que você tem uma família que te ama tanto! Faça isso por eles, querida, pois muitas pessoas gostariam de ter uma família num momento desses tão difícil mas não tem...
Ela fechou os olhos. Fez uma oração bem baixinha, sozinha, apertando as minhas mãos.
Eu não fechei os meus mas também fiz a minha minha. E desejei, verdadeiramente, que Deus tivesse misericórdia daquela mulher.
Ela abriu a boca. Depois da anestesia, ainda deu umas cuspidas. Cansada de relutar e percebendo que fugir não era a melhor opção, optou por enfrentar e tentar, mesmo na dor, experimentar os efeitos da fé.
- Luiza?
(alguém me chamava)
- Ah? - respondi, ainda olhando para a mulher.
- É que o Salomão precisa ir em outro médico agora.
- Tá... to indo... - respondi, ainda com as mãos sendo apertadas pela mulher.
Sem conseguir largá-la correndo, para ir para a sala do outro médico que o Salomao precisava ir, ainda perguntei seu nome.
- Ana. - ela disse.
Dei um abraço forte. um abraço numa mulher que nunca mais vou esquecer na minha vida...
Desejei que ela ficasse com Deus e disse: "Ana, vou pedir a Papai do Céu por você, ta?"
...
A manhã tinha começado muito cansativa. Eu tinha trabalhado a semana toda; tinha estudado no dia anterior à noite; tinha corrido atrás do ônibus que parou uns 50m longe do ponto.
Minha sandália tinha agarrado em vários paralelepípedos da rua enquanto eu corria atrás do ônibus; o motorista voou com o ônibus, "tocando o terror" em todas as curvas.
Eu passei um bom pedaço da noite em claro, pois acordei passando mal. Mas mesmo assim, saí cedo para ir com o Salomão ao INCA (tinha me comprometido a isso), antes de pegar no trabalho.
Nessa manhã, caiu um temporal impressionante no Centro do Rio. As ruas já estavam virando rios... e junto com tudo isso, a cabeça a mil: "Preciso fazer tal coisa hoje no trabalho; preciso marcar tal médico... opa! Aqui tem muita água! Será que o carro passa???!!! Hum... e aquele trabalho da faculdade? Consigo fazer no sábado? Ou domingo? Ih! Chegamos! Não... aqui não dá pra parar com o carro... olha o tamanho da poça pra sair daqui... ai..."
Curioso... justamente essa loucura toda só me mostra o quanto sou feliz.
Feliz por andar, por correr atrás do ônibus, por poder comprar outra sandália, por ter trabalho, por estudar, por ter casa, por ter família, por ver chuva e ver sol, por trabalho da faculdade e direito a fim de semana.
Feliz por ter saúde...
Feliz por pedir a Deus, a cada dia que nasce, que eu perceba todas as dádivas que eu receber.
Feliz por desejar me importar em fazer a diferença na vida de alguém. Assim, nenhum dia é igual ao outro... e até as sextas-feiras chuvosas (cansativas da faculdade do dia anterior e apesar de passar mal de madrugada) não são empecilhos para que eu seja feliz.
E a vida é cheia de coisas mesmo... e é maravilhoso viver de verdade!
O nome eu não sabia. aliás, não fazia idéia. Pouco importava. Ela clamava - apenas com um olhar - por um socorro.
Medo. Ela tinha muito medo... e quem não teria?
Apertava a minha mão...
Apertava a minha mão... e seguia sem ter coragem.
Depois de correr da sala de exame por 3 vezes, chorando, desde que apertou a minha mão, não deixou mais a sala.
A médica, que não entendia nada, não sabia se me ouvia ou se seguia insistindo com o procedimento.
"abra a boca e deixa eu te dar essa anestesia. A gente precisa fazer a biópsia de qualquer maneira."
Tem palavras que já assustam sem precisar de uma frase inteira: anestesia, biópsia, câncer. Muitas vezes, mesmo que isoladas, essas palavras dizem tudo.
"Lembra de quando você ia ao dentista e precisava levar uma anestesia? Então... é por isso que o gosto não é bom mas vai fazer todo efeito possível..."
E de onde eu tirei essa frase? Eu nem sabia o que ela tinha! E diferente do dentista (que com apenas umas borrifadas a anestesia já fez efeito), aquele spray que estava ali, ela tinha que ser tomado um vidrinho inteiro.
Ela olhava pra mim e olhava pra médica. Parecia que queria entender como eu estava ali, por que eu estava ali e por que eu apertava sua mão.
Entre uma falta de coragem e outra, mal percebi mas não deixei que a médica conversasse muito.
Segui falando: "Confia em Deus, querida. confia muito, de todo o coração. Você vai ver que quando o seu medo for enorme e você não tem o que fazer, só Ele vai ser capaz de te acalmar e te fortalecer."
A médica olhava pra mim e seguia pedindo que a moça abrisse a boca. enquanto isso, me contava que ela tinha 2 filhos pequenos.
- Filhos pequenos? Mas que coisa mais especial ! Então eles vão conhecer uma mãe muito guerreira a partir de hoje! - disse eu.
Ela gaguejou, sem quase conseguir falar, de tanto que tremia: "Eu não quero, não quero..."
E a médica continuou: "Sua família veio de tão longe, só pra te dar uma força. E você não vai ser corajosa?"
- Sua família está aí? É de outra cidade? Que maravilha que você tem uma família que te ama tanto! Faça isso por eles, querida, pois muitas pessoas gostariam de ter uma família num momento desses tão difícil mas não tem...
Ela fechou os olhos. Fez uma oração bem baixinha, sozinha, apertando as minhas mãos.
Eu não fechei os meus mas também fiz a minha minha. E desejei, verdadeiramente, que Deus tivesse misericórdia daquela mulher.
Ela abriu a boca. Depois da anestesia, ainda deu umas cuspidas. Cansada de relutar e percebendo que fugir não era a melhor opção, optou por enfrentar e tentar, mesmo na dor, experimentar os efeitos da fé.
- Luiza?
(alguém me chamava)
- Ah? - respondi, ainda olhando para a mulher.
- É que o Salomão precisa ir em outro médico agora.
- Tá... to indo... - respondi, ainda com as mãos sendo apertadas pela mulher.
Sem conseguir largá-la correndo, para ir para a sala do outro médico que o Salomao precisava ir, ainda perguntei seu nome.
- Ana. - ela disse.
Dei um abraço forte. um abraço numa mulher que nunca mais vou esquecer na minha vida...
Desejei que ela ficasse com Deus e disse: "Ana, vou pedir a Papai do Céu por você, ta?"
...
A manhã tinha começado muito cansativa. Eu tinha trabalhado a semana toda; tinha estudado no dia anterior à noite; tinha corrido atrás do ônibus que parou uns 50m longe do ponto.
Minha sandália tinha agarrado em vários paralelepípedos da rua enquanto eu corria atrás do ônibus; o motorista voou com o ônibus, "tocando o terror" em todas as curvas.
Eu passei um bom pedaço da noite em claro, pois acordei passando mal. Mas mesmo assim, saí cedo para ir com o Salomão ao INCA (tinha me comprometido a isso), antes de pegar no trabalho.
Nessa manhã, caiu um temporal impressionante no Centro do Rio. As ruas já estavam virando rios... e junto com tudo isso, a cabeça a mil: "Preciso fazer tal coisa hoje no trabalho; preciso marcar tal médico... opa! Aqui tem muita água! Será que o carro passa???!!! Hum... e aquele trabalho da faculdade? Consigo fazer no sábado? Ou domingo? Ih! Chegamos! Não... aqui não dá pra parar com o carro... olha o tamanho da poça pra sair daqui... ai..."
Curioso... justamente essa loucura toda só me mostra o quanto sou feliz.
Feliz por andar, por correr atrás do ônibus, por poder comprar outra sandália, por ter trabalho, por estudar, por ter casa, por ter família, por ver chuva e ver sol, por trabalho da faculdade e direito a fim de semana.
Feliz por ter saúde...
Feliz por pedir a Deus, a cada dia que nasce, que eu perceba todas as dádivas que eu receber.
Feliz por desejar me importar em fazer a diferença na vida de alguém. Assim, nenhum dia é igual ao outro... e até as sextas-feiras chuvosas (cansativas da faculdade do dia anterior e apesar de passar mal de madrugada) não são empecilhos para que eu seja feliz.
E a vida é cheia de coisas mesmo... e é maravilhoso viver de verdade!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Uma noite especial... (28 de Fevereiro de 2012)
Quando vi que não consegui sair do trabalho cedo, ainda pensei em desistir. E quando estava no ônibus acompanhando o passar da hora, ainda pensei “Será que faz sentido eu fazer isso mesmo? Será que não é muito sacrifício pra uma coisa que eu poderia fazer em casa?”
Cheguei sem muita pretensão e com pouca ansiedade.
Desde o meu segundo tombo que acho que Deus vem me puxando a orelha pra aprender a andar mais devagar na rua e não correr pra chegar nos lugares.
Tenho aprendido a ver como uma forma de confiar mais no que Ele pode fazer do que no que eu posso fazer.
Depois de uma peregrinação para sair do Centro da cidade, lá estava eu, na porta da Igreja. O relógio marcava – pontualmente – 19h30. Agradeci a Deus por ter chegado a tempo.
Perguntei a um rapaz que estava no meio da multidão ali fora: “O que estão fazendo essas pessoas aqui? Vai terminar alguma missa e estão esperando pra entrar pro Terço?” No que uma senhora respondeu: “Não. Estamos aqui pro Terço mas não dá pra entrar mais ninguém.”
Sorri sem graça.
Só sei que, logo depois do meu sorriso sem graça e me conhecendo como me conheço, sabia que não teria a mesma atenção se ficasse ali fora. Perseverantemente, fui pedindo licença e fui passando pela rampa – lotada de gente!! – pra ver até onde eu conseguia ir. Parei lá pela metade da rampa (uma rampa inclinada).
Pensei, ainda com pouca fé: “O negócio deve ser bonzinho mesmo...”
E ouvi alguém chamando “Luiza! Luiza!” E fiquei pensando como – no meio de um lugar hiper lotado e com pouca iluminação – alguém estava me vendo. E mais: no meio de tanta gente, será que só tinha eu de Luiza?
Mas era eu mesma! A Vivi – que estava fazendo aniversário e tinha me dito que iria lá – tava perto de onde eu estava mas ela estava encostada na parede da rampa, onde havia como apoiar a minha bolsa. Adorei ! Com certeza eu me concentraria melhor sem peso.
[[ Agora vejo o quanto já foi um dos primeiros mimos de Deus nessa noite. ]]
Diferente de como eu imaginava, tudo começou com um louvor.
Depois, uma reflexão rápida sobre o sentido da Quaresma e os efeitos também.
Uma oração, algumas intenções e... começamos o Terço.
Vi, perto de mim, pessoas sentando no chão mas o que mais me chamou a atenção é que eu – tão adepta a sentar no chão se não tiver outro lugar pra sentar – não tive nenhuma vontade de fazer o mesmo. De alguma forma foi como se, estando em pé, eu me distrairia menos. E assim foi.
[[ Mais um mimo de Deus, não me deixando abater com algo que sempre me abate! ]]
O Primeiro Mistério foi uma lavada na alma. E quando acabou, veio o detalhe da oração e de mais um louvor.
Como é bom misturar um apanhado de coisas tão boas que podemos entregar a Deus! Com certeza, muito pouco em vista do tanto que Ele faz por nós! Mas... ainda assim, sentia no meu coração que muitas pessoas ali estavam dando o seu melhor. Vi inclusive, pessoas muito humildes. Um senhorzinho espremido do lado direito da rampa que dava pra um jardinzinho e orando com seus olhos fechados e as mãos bem agarradas ao terço que ventava meio às plantinhas do jardim.
Também vi pessoas muito finas. Vi meninas jovens – também com um estilo mais sofisticado – e fiquei feliz em ver a oração delas, a dedicação àquele momento.
[[ Num mundo em que estamos tão acostumados em ver mais fé naqueles que nada têm, Deus me mostrava o quanto Ele tinha pra dar para aqueles que têm muitas coisas mas desejam ter mais de Deus. ]]
Vi essas meninas chorarem como crianças e orarem como mulheres!
Eu estava vivendo, sem dúvida, um momento rico demais. Um Terço mais que especial. Um Terço com o carinho da presença de santos e anjos que passeavam em nosso meio, segundo à fé nas palavras do Pedro Siqueira em suas revelações.
(Àqueles que se questionam sobre revelações e profecias, segue um trechinho da Bíblia no anexo deste email, na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 12)
E foi assim, num Terço que não tenho palavras pra descrever porque é tão profundo, que eu saí mais apaixonada pelo sentido da minha fé.
Peguei o ônibus de volta pra casa lembrando de quando estive em Fátima (Portugal) e eu era tão descrente de algumas intercessões em nosso favor. E lembrei que, como num milagre, Deus me fez observar pessoas que passavam por mim de joelhos: homens e mulheres orantes, pedintes e com certeza gratos, por alguma razão.
[[ E lembro que, a partir desse dia, martelava em meu coração a clareza do quanto é bela a fé.
Aquela fé gigante.
A fé que é quase que nada de raciocínio e tudo de amor. ]]
“Tudo é nada, e menos que nada o que se acaba e não contenta a Deus.”
(Santa Teresa de Jesus)
E a fé é isso mesmo:
Inexplicável,
Sobrenatural,
Misteriosa.
Se não, não seria fé.
“A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. (...)Para se achegar a Deus é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram.”
(Hebreus 11, 1 e 6)
Acho que saí desse Terço me sentindo como mãe de uma filhinha: mãe da minha fé! Responsável pelo desempenho da minha fé! É como se, pro meu próprio bem, fosse viável alimentá-la – a partir de hoje – com todas as coisas boas que eu puder! Sejam orações, leituras, posturas...Com todas as coisas que a façam crescer! Todas as coisas que façam a minha fé mais fortalecida, mais nutrida, mais inabalável... a façam maior!
Um dia me perguntaram: “Mas por que sacrificarmos coisas na Quaresma se Jesus já viveu todos os sacrifícios por nós?”
Eu não tenho resposta pra tudo. Apenas respondi que temos sim o livre arbítrio de vivermos voltados para nós mesmos e não nos sacrificarmos com coisa alguma. Porém, não vejo muito sentido em sermos paparicados pelo Pai do Céu sem que saibamos abrir mão um pouquinho de tantas coisas e hábitos que temos e que talvez não faça o coração Dele tão feliz...
E ter esse sentimento tão claro no meu coração é pura questão de fé!
Ver que – justo na dor – é quando mais amadurecemos e somos moldados...
Numa outra ocasião, decepcionei uma pessoa muito querida, por falar coisas verdadeiras e que ela tinha pedido minha opinião. Pedi desculpas por ter sido tão verdadeira e citei o exemplo de Deus que, nos ama tanto a ponto de permitir que vivamos alguns sofrimentos e tantos e tantos obstáculos não para o nosso mal mas porque o Pai que muito ama também muito corrige, muito ensina... e nem sempre vai poder passar a mão na nossa cabeça. Isso não nos prepararia pra vida. Não nos prepararia para o mundo...
E acrescentei a ela: “Foi por amor que eu falei. Eu poderia falar o que você queria ouvir porém, isso não seria querer seu bem. Isso não seria amar você.”
E me pego pensando no quanto somos “doutrinados”, nos dias de hoje, a sermos cômodos, racionais, espertos e egoístas.
A gente se dispõe a tantas dores... Tantas dores que já são previsíveis e que, mesmo assim, a gente vai em frente!
São balas e doces que comemos mesmo sabendo que temos tendência à cáries e... lá vem a dor de dente (totalmente previsível);
São noites que passamos num show e chegamos em casa exaustos, já com o dia amanhecendo, sabendo que se temos tendência à dor de cabeça por falta de sono, teremos dor de cabeça! E... lá vem a dor de cabeça (de novo, totalmente previsível);
São noites em baladas, com salto alto que arde o pé de tanta canseira de ficar em cima dos saltos e... lá vem a dor na coluna no dia seguinte (claro, pra quem sabe que tem tendência a esse tipo de coisa);
São tatuagens bacanas, da moda, e uma mais bonita que a outra e... lá vem a dor no corpo e tantos remédios previsíveis, justo por causa da tatuagem;
São namoros que estão atestados que não vão dar certo mas mesmo assim, quantos de nós já insistimos, insistimos, insistimos até que... lá vinha a terrível dor da perda da Princesa ou do Príncipe Encantados, quando um dos dois via que não dava pra continuar...!
E fico pensando:
Por que a gente se dispõe a tantas dores e não agüentamos um Terço em pé, num dia de semana, num dia de trabalho, depois de um engarrafamento e etc?
Por que não compreendemos sacrifícios que vão nos ensinar a sermos pessoas melhores?
Por que questionamos tanto os planos de Deus quando, no fundo, sabemos que Ele sofreu as piores e mais fortes dores por amor a nós e não nos deixaria passar por nada que não pudéssemos suportar realmente?
Confesso que, cada vez mais, o que mais me deixa feliz é aprender a não questionar as coisas de Deus e nem ir à caça de explicações aos mistérios Dele.
“Creio para compreender e compreendo para crer melhor.”
(Santo Agostinho)
Porque só nos nutrindo de muita fé é que aprendemos a descansar no Seu colo e vemo-nos como seres humanos limitados.
Ele não quer que a gente saiba tudo...
...Ele quer ser o nosso tudo, pra sempre e sempre e sempre...
Amém!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Instantes
Poema escrito por Nadine Stair, em 1953, quando ela estava morrendo de câncer.
Bom, simples e real ! Apesar de amanhã ser outro dia, o que fazemos com o hoje, pode ser que não dê pra ser corrigido amanhã... Por isso, muita sabedoria sempre...!
*** Instantes ***
Se eu pudesse viver minha vida novamente,
seria mais tola do que tenho sido.
Correria mais riscos,
faria mais viagens,
contemplaria mais amanheceres,
subiria em mais montanhas,
nadaria em mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca estive,
comeria mais doces e menos verduras,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e prolificamente cada
minuto de sua vida – e é claro que tive momentos de alegria.
Mas, se eu pudesse voltar atrás, trataria de ter somente bons
momentos.
Pois, se não sabes, é disso que a vida é feita.
E não perca nunca o aqui e o agora.
Eu era uma dessas que não iam a nenhuma parte sem um termômetro,
uma bolsa de água quente,
um guarda-chuva
e um pára-quedas.
Se eu pudesse voltar a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria por andar descalço
desde o início da primavera e seguiria assim até terminar
o outono.
Daria mais voltas pelas pequenas ruas.
Se eu tivesse outra vez minha vida pela frente, brincaria com mais crianças...
Mas, perceba… tenho 85 anos… e sei que estou morrendo.
(Nadine Stair, 1953)
Bom, simples e real ! Apesar de amanhã ser outro dia, o que fazemos com o hoje, pode ser que não dê pra ser corrigido amanhã... Por isso, muita sabedoria sempre...!
*** Instantes ***
Se eu pudesse viver minha vida novamente,
seria mais tola do que tenho sido.
Correria mais riscos,
faria mais viagens,
contemplaria mais amanheceres,
subiria em mais montanhas,
nadaria em mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca estive,
comeria mais doces e menos verduras,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e prolificamente cada
minuto de sua vida – e é claro que tive momentos de alegria.
Mas, se eu pudesse voltar atrás, trataria de ter somente bons
momentos.
Pois, se não sabes, é disso que a vida é feita.
E não perca nunca o aqui e o agora.
Eu era uma dessas que não iam a nenhuma parte sem um termômetro,
uma bolsa de água quente,
um guarda-chuva
e um pára-quedas.
Se eu pudesse voltar a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria por andar descalço
desde o início da primavera e seguiria assim até terminar
o outono.
Daria mais voltas pelas pequenas ruas.
Se eu tivesse outra vez minha vida pela frente, brincaria com mais crianças...
Mas, perceba… tenho 85 anos… e sei que estou morrendo.
(Nadine Stair, 1953)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A menina que dobrava os joelhos
Clara tinha lido, ainda na infância, sobre o Joelho Juvenal. Esse era o título de um livrinho do escritor Ziraldo, que falava das alegrias de um joelho que vivia machucado mas... vivia feliz! Ele era joelho de um menino bem menino, isto é, menino criança, menino que corria, pulava, brincava com outras crianças. Vez em sempre, lá estava o Juvenal todo cheio de "bandaid" e todo ralado. Com um olho aberto e outro inchado, o Juvenal, ainda assim, se sentia feliz. Um dia, o menino cresceu e Juvenal nunca mais viu a luz do dia... O menino usava calças, todos os dias, pois não brincava mais. Ele ia trabalhar.
Clara pensava “mesmo com a dor dos machucados, tinha motivos pra Juvenal ser feliz”. Assim também é a vida... Mesmo com dores, situações inevitáveis, preocupações que tiram o sono... existe pelo menos um motivo pra ser feliz todos os dias. Afinal, melhor a luz do dia do que uma vida sem luz.
Quando já adolescente, Clara se apaixonou. Se apaixonou por um Homem que deu a vida por ela. Numa atitude de honra e amor, pensou que poderia conversar com Ele ajoelhada, quando se concentraria mais e ouviria melhor a voz Dele.
Nunca se importou se achavam isso estranho. Afinal, ninguém entendia o Juvenal também...! Ninguém entendia como ele podia ser feliz caindo sempre, se machucando tanto. Clara se importava que tinha joelhos, tinha duas pernas... tinha condições físicas para poder se ajoelhar como um ato de amor àquele Homem que lhe deu a vida. E sempre que se ajoelhava, pensava naqueles que queriam fazer o mesmo mas não tinham joelhos ou, não tinham condições de tal ato.
Um dia, Clara levou um tombo. Estranhou muito quando passou dias sem conversar com Ele ajoelhada. Numa outra ocasião, Clara fez uma cirurgia de emergência e lá estava ela, de novo, deitada, sentindo como se faltasse algo... Faltava o Juvenal dela num travesseirinho bem acomodado no chão.
Com a recuperação, começou tudo de novo. Estivesse cansado, ou com sono; estivesse atrasado para trabalhar ou com preguiça, o Juvenal de Clara abraçava aquele travesseirinho no chão com vontade, com amor. Não se machucava mas era feliz – mesmo que já fosse joelho de menina grande – era feliz por aquela alegria de Clara. Não corria como o Juvenal do Ziraldo mas... era muito feliz.
O tempo passou e Clara levou mais um tombo. Dessa vez, o joelho foi acertado em cheio. Uma tendinite retirou, de novo, o velho e bom hábito da grande menina. Foram vários dias mancando, vários dias enchendo de fios que davam choquinhos, gel e mais um monte de coisas da Fisioterapia que Clara fazia. Quando via pessoas se ajoelhando, Clara permanecia em pé; quando acordava, Clara ficava de pé ao invés de joelhos; e quando ia dormir, lá estava Clara de pé, com seu Juvenal meio manco, meio sem função, tão de licença quanto ela estava.
Dia desses (se não me engano, hoje tem 8 dias), Clara me contou a novidade: Depois de muito tempo, voltou a conversar com o Autor da Vida, bem de joelhos!
E ela contou numa alegria...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Até é uma pena que o Juvenal da menina grande não fala... Se ele falasse, por certo diria que também voltara a vibrar com a saúde de poder se colocar ao chão, todos os dias, simplesmente por amor.
Em tempo...
Clara é amiga da Flávia Chagas. Flávia renovou a Habilitação recentemente e também fez aniversário recentemente.
Numa troca de e-mails em que Clara a parabenizava por mais 1 ano de vida, Flávia contou uma boa história: ao renovar a Habilitação, havia uma série de perguntas que a própria Clara (coincidentemente também tinha renovado a dela por aqueles dias) achou uma chatice responder aquele bando de perguntas. Clara estava voando na hora do almoço para renovar a Habilitação e estava aflita por causa da hora no trabalho. Na pressa, Clara não percebeu o que Flávia percebera...
É que, de todas as perguntas feitas no formulário (sofreu acidente grave? possui alguma deficiência visual ou motora? possui hipertensão, diabetes, etc? já quebrou algum membro?), Flávia se deu conta que respondeu “não” em todas! Quanto abençoada ela era! E, ao contar pra Clara, ela também se deu conta do quanto tinha mais razões pra ser feliz!
Ninguém descobriu ainda o nome do Juvenal da Clara (e nem do Juvenal da Flávia) mas, um passarinho me contou que, no mínimo, eles são irmãos. Os joelhos das amigas são irmãos porque as amigas são filhas do mesmo Pai (pois Ele também deu a vida pela Flávia).
E, por certo, o Juvenal tem mais de 1 bilhão de irmãos mundo afora... E todos eles – ainda que com nomes diferentes – também têm motivos para serem felizes...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
O girassol que me lembrou fé; o girassol que me lembrou de Assis!!!
"Olhe para os girassóis. Eles são submissos. Mas não há sofrimento nessa submissão. Trata-se de uma fidelidade, sem escravidão.
A lógica é simples: Não há conflito naquele que está no lugar certo, fazendo o que deveria. É regra da vida que não passa por argumentos ou por aprendizado de livros.
É força natural conduzida pelo caule e ordenando que a flor realize o giro, toda vez que mudar a direção do sol. Estão mergulhados numa forma de saber milenar, regra que a criação fez questão de deixar na memória da espécie. Eles não podem sobreviver sem a força que os ilumina. Por isso, estão entregues aos intermitentes e místicos movimentos de procura. Eles giram e querem o sol.
(...)
A partir deles, eu me ponho a pensar no meu destino de ser humano. Penso no quanto eu também sou necessitado de me voltar para uma força regente, absoluta, determinante.
Eu preciso de Deus. Se pra Ele não me volto, corro o risco de me desprender da possibilidade de ser feliz. É Nele que me sentido está todo contido.Tudo o que eu ainda posso ser, Nele está escondido. Descubro maravilhado. Mas no finito que me envolve, posso descobrir o desafio de antecipar no tempo, o que Nele já está realizado.
Então intuo. Deus me dá aos poucos, em partes, dia a dia, em fragmentos. Eu Dele me recebo assim como o girassol se recebe do sol, porque não pode sobreviver sem a luz. A flor condensa, ainda que de forma limitada, porque é criatura, o todo de sua natureza que o sol potencializa. O mesmo é comigo. O mesmo é conosco... Deus é nosso sol, e nós não poderíamos chegar a ser quem somos, em essência, se Nele não pusermos a direção dos nossos olhos.
(...)
Nós somos como os girassóis. Estamos todos num mesmo campo. Há em cada um de nós uma essência que nos orienta para o verdadeiro lugar a que precisamos chegar, mas nem sempre realizamos o movimento da procura pela luz.
Não podemos querer o engano dos artifícios que insistem em distrair a nossa percepção. Não podemos substituir o essencial pelo acidental, afinal, é a nossa realização que está em jogo.
Girassol só pode ser feliz se para o sol estiver orientado. É por isso que eles não perdem tempo com as sombras. Eles já sabem mas nós, precisamos aprender...
Meu querido filho, não tenha medo deste aprendizado. Pelo o que percebo, você pertence a essa classe intelectual que insiste em tirar Deus da história. Compreende que crer em Deus não é razoável. Que a fé um argumento de segunda grandeza. Eu também já integrei este grupo mas hoje não penso mais assim.
A crença no Sagrado exige muita grandeza humana. Crer em Deus é muito mais sofisticado do que não crer. A crença em Deus requer sensibilidade, ao passo que, não crer, não exige muito esforço."
(Do livro "Tempo de esperas", do Pe. Fábio de Melo)
Natal de 2011
Senhor,
Como é bom estarmos reunidos em família. Sabemos que aqui está a nossa raiz e a nossa geração. Sabemos que nascemos nesse meio, que fomos educados nos lares que aqui estão representados e que, por muitas vezes, ainda quando crianças, brincávamos saudavelmente e trazemos daí, tantas lembranças boas. Já quando adultos, ganhamos novos parentes que passaram a fazer parte da nossa família. Todos – nessa família – vivemos e partilhamos dificuldades, dores, vitórias, alegrias. Em família, sabemos que podemos ser amigos, que podemos contar uns com os outros.
Sabemos que o sofrimento faz parte da vida pois somos seres humanos. Sabemos que a tristeza, a ansiedade, a inquietação e até mesmo as nossas faltas, fazem parte da vida pois somos pecadores.
Hoje, dia de Natal, celebramos a vinda de Jesus ao mundo como Homem, para nos ensinar valores e princípios; obstáculos que, com Ele, podem ser ultrapassados; uma vida de serenidade e paz; um caminhar iluminado, honesto, puro, na verdade e na esperança. Celebramos o Jesus que veio ao mundo como Homem para nos mostrar que os mistérios fazem parte da vida e que, pela fé, devemos sempre entregar tudo nas mãos do Pai, já que desejamos que a vontade Dele esteja acima da nossa.
Hoje, dia de Natal, celebramos o amor. O Verbo que se fez carne e habitou entre nós.
A nossa oração, Jesus, é que a gente viva também esse amor.
Que a gente experimente confiar toda a nossa vida a Ti, em primeiro lugar. E que, a partir do amor, a gente consiga perdoar aqueles que temos guardado mágoas ou raivas; que a gente possa enxergar as Suas mãos, Jesus, inclusive quando estamos sofrendo pois sabemos que de tudo o Senhor quer que a gente aprenda algo ou simplesmente confie que a vontade deve ser Sua e não nossa; que a gente aprenda a silenciar ao invés de responder àqueles que nos ofendem; que acreditemos em coisas boas, em vitórias, em milagres; que nosso foco não seja a reclamação e nem o problema pois isso não nos traz nenhum bem e também isso não nos ajuda resolver nada...
Que coloquemos em prática a nossa fé ao invés da nossa murmuração ou nosso problema; que a alegria faça parte da nossa vida pois sabemos que, Contigo, podemos ser alegres. A alegria é fruto de um coração completamente cheio de fé!
E que o amor, que renasce a cada manhã (e que celebramos especialmente no dia de hoje), dê frutos... muitos frutos em nosso meio.
Que a nossa árvore-família fortaleça nossas raízes perto de águas tranqüilas, águas que nunca cessam. Águas que brotam do Seu amor e, por isso, nunca temos sede; nunca precisamos temer; nunca (nem nada) nos falta.
Olhando para 2011, que possamos ver não apenas problemas mas também toda Sua proteção e todas as Suas bênçãos! Que nossos olhos enxerguem muito além das lutas, das decepções, das raivas, das cruzes que reclamamos (quem sabe, reclamamos todos os dias de 2011...)
Que nossos olhos vejam que em cada dia de 2011 nada nos faltou. O Senhor é o Pastor que nos conduz. E é o Senhor quem diz que nada nos falta. Sim, Jesus, nós repetimos do fundo do nosso coração: nada nos faltou em 2011 ! Porque o Senhor soube, sabe e sempre saberá o que verdadeiramente nos é necessário. O Seu amor por nós não tem fim!
Nesse momento, fazemos um instante de silêncio para refletir:
- sobre aqueles que ofendemos e queremos pedir perdão
- sobre aqueles que nos ofenderam e não conseguimos perdoar mas desejamos perdoar
- sobre aqueles que não soubemos dar amor
- sobre aqueles que não soubemos respeitar ou aceitar do jeito que eles são
- sobre aqueles que estão doentes e precisam do nosso apoio, das nossas orações, do nosso carinho e da nossa presença
- sobre aqueles que se afastaram da nossa família
- sobre tudo o que podemos agradecer em 2011
- sobre tudo o que desejamos para 2012
E que, assim como Maria, possamos também dizer, do fundo do nosso coração:
“A minha alma engrandece o Senhor,
e se alegra o meu espírito em Deus, meu Salvador.
e se alegra o meu espírito em Deus, meu Salvador.
O Poderoso fez em mim maravilhas,
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que O respeitam.
Demonstrou o poder de Seu braço,
e os humildes exaltou.”
(Lucas 1, 46 – 52)
sábado, 24 de setembro de 2011
A humanidade de Cristo!!!
«Se ignorais a Minha divindade, reconhecei ao menos a Minha humanidade. Vede em Mim o vosso corpo,
os vossos membros,
as vossas entranhas,
os vossos ossos,
o vosso sangue.
Estas feridas não provocam gemidos, mas fazem-vos entrar ainda mais no Meu coração.
Vinde pois,
o mal com o bem,
os insultos com o amor,
e tão grandes feridas com uma tão grande caridade.»
(Marcos 10,45)
os vossos membros,
as vossas entranhas,
os vossos ossos,
o vosso sangue.
E se o que pertence a Deus vos inspira temor, não vos agradará o que vos pertence a vós?
Mas talvez a enormidade da Minha Paixão, da qual vós sois a causa, vos cubra de vergonha?
Não temais.
Esta cruz não foi mortal para Mim, mas para a morte.
Estes pregos não Me penetram de dores, mas de um amor ainda mais profundo por vós. Estas feridas não provocam gemidos, mas fazem-vos entrar ainda mais no Meu coração.
O esquartejar do Meu corpo abre-vos os Meus braços como um refúgio, não aumenta o Meu suplício.
O Meu sangue não está perdido por mim, mas guardado para vosso resgate.Vinde pois,
voltai para Mim e reconhecei o vosso Pai,
vendo que Ele vos paga:o mal com o bem,
os insultos com o amor,
e tão grandes feridas com uma tão grande caridade.»
(Marcos 10,45)
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
De Deus, para mim: "Eu te amo tanto!!!"
"Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra."
(Isaías 55,9)
Por que me resgatou?
Por que me trouxe aqui?
Por que me queres, Deus, tanto assim?
Se contra o céu pequei, e contra ti também.
Como errei...
Por que me queres tanto assim?
Filho eu quero tanto
Enxugar teu pranto, te fazer só meu.
Filho eu quero ser teu Deus
Eu te amo tanto, tanto, tanto, tanto
Filho vem ser meu. Filho eu quero ser teu Deus
Eu quero te envolver em meus mistérios
No manto da minha Glória
Eu vou desenrolar o rolo santo
Mudar a tua história
Eu vou fazer de ti vaso de honra
Eu vou envergonhar os que te zombam
Vou te dar vitória
Filho eu quero tanto
Enxugar teu pranto te fazer só meu.
Filho eu quero ser teu Deus
Eu te amo tanto, tanto, tanto, tanto
Filho vem ser meu, filho eu quero ser teu Deus
Por que eu te amo !!!
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Faça as pazes com você!

FAÇA AS PAZES COM VOCÊ
(por Mariana Motomura)
Perdoar não é só questão de generosidade. Nem é fácil. Quando a gente consegue, fecha uma ferida, sai fortalecido e reencontra o equilíbrio emocional.
A história daquela senhora sempre me impressionou. O marido a abandonou, deixando para trás uma casa cheia de contas para pagar e dois filhos pequenos. Ela podia ter se descabelado, entrado em depressão ou deixado a peteca cair com aquela responsabilidade toda. Que nada. Manteve a tranqüilidade até quando soube que o ex-marido estava casado com outra mulher, com quem teve mais filhos. Quando o ex-marido morreu, deixou também a segunda família à míngua. A senhora foi até lá e pegou os outros filhos do ex-marido para criar. Ela perdoou a traição e seguiu em frente. Ainda bem, senão eu não estaria escrevendo este texto aqui hoje. Essa velhinha é a minha bisavó, que viveu até os 93 anos, tempo suficiente para deixar para os bisnetos um exemplo claro de que perdoar vale, sim, a pena.
Sabe por que? Porque o perdão é uma ferramenta necessária para a evolução da humanidade. No século passado, a França brigou com a Inglaterra, que lutou contra a Alemanha, que guerreou com os Estados Unidos, que bombardearam o Japão, que atacou a China, que teve rusgas com a Rússia. E nem por isso o mundo parou – graças ao perdão. Claro, há interesses bem concretos que ajudam a explicar por que um país não corta relações com o outro. Mas a mágoa, quando fica, acaba servindo de desculpa para novas guerras. E as nações, se ficam isoladas, progridem mais devagar ou simplesmente não evoluem.
Entre as pessoas ocorre coisa parecida. Com o perdão, o conflito é superado e a vida continua – em outras sintonia, mais leve e melhor. Não é só uma questão de generosidade, embora ela seja bem importante. É questão de admitir que todos erram, às vezes sem intenção, às vezes por pura fraqueza. E saber que, concedendo o perdão, você tem muito a ganhar, inclusive do ponto de vista de seu bem-estar emocional e físico.
Oferecer a outra face
Nas religiões, a idéia de perdoar é bem antiga – apareceu antes mesmo do cristianismo. “Dentro do velho judaísmo, as doenças eram vistas como conseqüência do pecado de alguém da família, que podia ser perdoado por Deus”, diz o teólogo e padre católico Edélcio Serafim Ottaviani. Hoje, o ato de perdoar, para os judeus, não é exclusivamente divina, mas continua sendo central na religião. “No Yom Kippur, o Dia do Perdão, a gente jejua e faz uma manifestação de remorso pelo que fizemos de errado. É o dia mais importante do calendário judeu, porque é impossível viver sem perdão”, diz o rabino Henry Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista. “Antes de pedir perdão a Deus na sinagoga, temos a obrigação de pedir perdão aos nossos semelhantes. Deus perdoa somente quando nós perdoamos uns aos outros”, afirma.
No catolicismo, que herdou parte da doutrina judaica, o perdão está em uma das principais orações repetidas pelos fiéis, o pai-nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Mesmo assim, é mais comum encontrar um católico pedindo perdão a Deus do que oferecendo perdão a um vizinho briguento. Os cristãos ensinam que, para quem pede perdão, é indispensável o arrependimento sincero. “Não basta admitir superficialmente as próprias faltas e ser perdoado, é preciso também fazer um ato de ressarcimento, a penitência, que relembre o pecador da gravidade de sua falta”, diz o padre Edélcio. Para quem perdoa, a generosidade é indispensável – até para oferecer a outra face.
Nas religiões orientais, como o budismo, o perdão é mais humanizado, porque as fraquezas humanas são consideradas parte do jogo. “Todos nós somos entes profanos. Temos que nos aceitas uns aos outros com nossas mazelas”,diz o monge budista Ricardo Mário Gonçalves. Assim, perdoar outra pessoa também é uma forma de admitir – e assimilar – nossos próprios erros.
Na prática, seguir a ética das religiões não é tão fácil assim. “A gratidão e o perdão são sentimentos de pessoas muito nobres, que estão disposta a compreender a outro”, diz o psiquiatra Wimer Bottura Junior, diretor científico da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática. Haja desprendimento, se você pensar o perdão só como uma questão de ser boa-praça ou de seguir preceitos religiosos. Por isso, você não vai encontrar neste texto nenhuma frase do tipo “perdoar é simples, basta tentar”. Aprender a perdoar está na lista das tarefas complicadas, que exigem dedicação, mas que trazem aquele gostinho especial das empreitadas difíceis: leveza de espírito, alívio, paz e até benefícios para a saúde. Quer tentar?
Ira inicial
Você estava tão empolgado com aquele novo plano de vendas que contou a um colega sua brilhante idéia. E, antes que você percebesse, o tal colega foi ao chefe e apresentou o projeto como se fosse dele. O que fazer? Começando pelo começo: bote para fora a raiva. Sim, é normal sentir raiva, esse sentimento feio que tentamos esconder sempre que dá. Desabafe, grite, chore e conte para alguém de confiança, como sua mãe, seu marido ou sua namorada. Fingir que nada aconteceu e guardar a ira só para você não ajuda em nada. “Há dois tipos de raiva. Uma fica dentro de mim me remoendo e me paralisando, e a outra me impulsiona para a reação”, diz a psicóloga Adriana Carbone, de São Paulo. Esse segundo tipo é que vai ajudar a superar a sensação de ter sido enganado.
Em um segundo momento, quando a poeira tiver baixado um pouco, é hora de relembrar a história e tentar entender, tintim por tintim, o que aconteceu. É bom recordar os fatos sem se vitimizar ou demonizar a pessoa que magoou você. “Se a pessoa precisa perdoar alguém,é porque se sentiu agredida. É preciso, então, pensar: eu fui mesmo agredido ou só me senti agredido? Porque muitas vezes as pessoas se sentem agredidas sem terem sido de fato”, diz Wimer. Outra dica é dosar sua expectativa em relação aos outros. “Muitas vezes, as pessoas magoadas acham que os outros não cumprem as suas expectativas. Mas ela pode ser uma pessoa que espera demais. Assim, com freqüência os outros não vão corresponder.”
E nada de se colocar no papel de coitadinho – é preciso assumir também sua parcela de responsabilidade na tal história que tanto o chateou. “Perdoar o outro que me magoou é reconhecer em mim onde foi que eu negligenciei”, diz a psicóloga Adriana Carbone. “No geral, alguma coisa eu fiz ou deixei de fazer para que o outro fizesse o que me chateou. Se eu dei confiança demais para uma pessoa e ela abusou, não é apenas porque ela é uma traíra, mas também porque eu dei espaço.” Mas atenção: chamar a responsabilidade para si é diferente de se culpar. “Se você olha para dentro de si, naturalmente vai enxergar uma série de limitações. A partir de uma autocrítica profunda, você aumenta sua dose de autoconsciência e vai dissolvendo seus erros”, diz o monge Ricardo Gonçalves.
Muita calma nessa hora, porque esse processo pode levar algum tempo e é incômodo – nem sempre é agradável reconhecer que também deslizamos e abrimos uma brecha para que a agressão acontecesse.
Ver o outro lado
Depois que já relembrou a situação e entendeu direitinho seu papel, vale a pena dedicar um tempo para refletir sobre a atitude de quem feriu você. “Pode parecer piegas, mas tenho que enxergar as semelhanças e as diferenças entre mim e o outro, para ter uma multiplicidade de visões”, diz Adriana Carbone. É a velha história de se colocar no lugar do outro.
Foi o que fez a secretária Kelly Ramos com o motorista bêbado que a atropelou quando ela tinha 15 anos. “Fiquei sabendo que ele era bicheiro e já tinha sido preso. Fiz um esforço para pensar no lado dele. Eu não sabia o que esse homem passava, devia ser tão infeliz”, relembra. Quando ela foi aos tribunais para o julgamento do agressor, já o tinha perdoado. Ninguém se iluda: não foi de uma hora para outra. Ela admite que por um bom tempo sentia raiva do motorista, mas conseguiu superá-lo ao pensar que aquela ira toda não a levaria a lugar algum. Mesmo após perdoar o motorista, ela levou o julgamento até o fim, pois não queria que outras pessoas acabassem sob as rodas do “barbeiro” inconseqüente.
O perdão de Kelly não significa que ela tenha esquecido a gravidade do acidente. “Perdoar não é esquecer. Isso seria negar sua história de vida, perder sua realidade”, diz o psicólogo Alexandre Rivero. Também é importante perceber que o principal beneficiado é sempre aquele que perdoa – é ele quem ganha paz ao tirar o peso da mágoa de seu coração.
Kelly não esperou o motorista pedir perdão para perdoá-lo. E muitas vezes as pessoas que nos magoam não pedem perdão mesmo. Nesse caso, elas podem simplesmente nem ter se dado conta de que nos machucaram ou são simplesmente inseguras. “Algumas pessoas se sentem fragilizadas e não conseguem assumir que são um ser em construção. O problema é que, quando a pessoa está vulnerável, ela fica mais rígida e arrogante. Quando a pessoa passa uma imagem muito inatingível, por trás dessa imagem existe um medo muito grande de ser percebido com frágil”, afirma Alexandre Rivero.
Agora, vamos combinar: não é o caso de se policiar e querer perdão por tudo. Nos pequenos atrasos ou deslizes cotidianos, um pedido desculpas resolve. Sim, preste atenção na maneira como muito de nós usam as duas expressões, com significados ligeiramente diferentes. Perdão em geral se aplica a coisa mais sérias, que exigem uma reflexão – e uma superação – mais elaborada. Desculpas são, digamos, algo mais light. “Pedir desculpas é pedir que a culpa seja atenuada ou eliminada”, esclarece o psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, da PUC de São Paulo.
É bom ter em mente que, em princípio, tudo pode ser perdoado. Mas é claro que isso exige que cada um flexibilize seus limites pessoais e esqueça palavras com “nunca” ou “sempre”. Para perdoar de verdade, abra mão de preconceitos e idéias empoeiradas. “Não há nada que não possa ser perdoado, mesmo o assassinato de crianças ou as atrocidades do holocausto. O que acontece é que algumas pessoas têm mais facilidade para perdoar do que outras”,diz o psicólogo Frederic Luskin, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. E, pode reparar, em matéria de perdão, quanto maior o esforço, maior o ganho.
Lições para o futuro
Extrair ensinamentos positivos daquilo que até pouco tempo atrás parecia uma tragédia é o passo seguinte é o passo seguinte. Lembra do colega que, vamos dizer, se adiantou a você na empresa? Talvez você agora veja que precisa ser mais discreto no ambiente de trabalho ou que deve escolher melhor com quem partilhar esse tipo de informação. É assim que o trauma é superado: deixando de olhar o passado e usando o aprendizado para situações futuras. Isso não significa esquecer o que ocorreu, mas interpretar de outra forma.
Mais uma vez, há algumas dicas para saber se no fundo, no fundo, o rancor já passou. Primeiro,verifique se você ainda tem raiva ou se deseja se vingar do agressor. Se a resposta for sim, ainda que discretamente, você ainda não chegou lá. Deliciar-se com a punição do outro também não é um bom indicador do perdão sincero. Se você rolou de rir quando o colega que passou a mão na sua idéia foi mandado embora, você é normal, tudo bem, mas ainda está preso ao episódio. A indiferença também não resolve. “Se a pessoa que te magoou não significa nada para você, é sinal de que você ainda não perdoou”, diz Adriana Carbone.
O ideal é que ambos, vítima e agressor, se considerem no mesmo patamar. A terapeuta familiar Maria Amália Faller Vitale, professora da PUC de São Paulo, ilustra a situação com uma metáfora: o agressor tem uma dívida moral com a vítima. Se a vítima nunca o perdoar, vai continuar sempre endividado, com uma conta impagável. “O perdão se traduz em uma ação que permite o reequilíbrio em uma relação”, diz Maria Amália. Mas essa é uma conta diferente, pois o pagamento da dívida depende do credor, e não do endividado.
E a reconciliação?
Terminada a hipoteca, cabe a você decidir se quer se reconciliar com quem feriu. “O perdão não significa que eu vá voltar a me relacionar com a pessoa. SE ela faz coisas que não me agradam, eu me afasto”, diz o psicólogo Alexandre Rivero. “Você consegue reconhecer o perdão quando você se sente feliz com você, mesmo antes de se sentir melhor com o outro”, completa Adriana Carvone.
O teste final para saber se seu coração perdoou mesmo o agressor é, segundo a receita do psicólogo Frederic Luskin, recontar o episódio depois. Se de repente você perceber que deixou a ser a vítima coitadinha e passou a ser uma espécie de protagonista da sua própria história, alguém que enfrentou a mágoa e ainda conseguiu ficar em paz consigo mesmo, você pode acreditar que encontrou o pote de outro atrás do arco-íris. “O perdão é uma coisa difícil, quase impossível, mas, quando eu perdoei, foi como se um anjo tivesse tirado um peso do meu coração. E ficou tudo azul”, diz Kelly, depois de ter superado a raiva por seu atropelamento.
Os benefícios não param por aí. A saúde também sorri para quem perdoa. “A falta do perdão gera mágoa e sentimentos que deixam feridas abertas dentro das pessoas. Quando falamos em perdão, falamos em fechar feridas. Há pesquisas que mostram que há pessoas com câncer que são ressentidas, com muitas mágoas”, diz o psiquiatra Wimer Bottura. Mais específico ainda, um estudo publicado por Fred Luskin mostra que quem exercita o perdão fica menos nervoso, menos estressado, tem maior vitalidade física, e, ufa, mais confiança na sua capacidade de lidar com os problemas da vida.
Na época da minha bisavó, não existia nenhuma dessas pesquisas. Mas hoje, sabendo de tudo isso, dá para desconfiar que perdoar tem algo a ver com ela ter vivido tantos anos.
PARA SABER MAIS:
O Poder do Perdão, Fred Luskin, Novo Paradigma
NA INTERNET:
Conheça os movimentos internacionais pelo perdão, que têm sites em inglês, e histórias que podem servir de inspiração para você.
www.revistavidasimples.com.br
Fonte dessa matéria: http://www.espereniteroi.com/rede/index.php?option=com_content&view=article&id=37:reportagem-vida-simples&catid=18&Itemid=121
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Saudade, 10 de Agosto de 2011, 22h35
Irmão...eu sinto uma saudade tão grande de você...
Saudade daquela pessoa que eu tinha tanto orgulho;
daquela pessoa que me fazia perder a vaidade;
daquela pessoa que me fazia perder os medos;
daquela pessoa que estava sempre forte.
Meu doce irmão...
sempre disposto;
sempre com esperança;
sempre com um sorriso no rosto (mesmo sendo isso impossível fisicamente);
sempre com uma garra e uma certeza de vencer, aliás, vontade de viver...
Eu nunca vi nada igual...
A vovó se parece demais com você (mas, graças a Deus, ela não tem a doença que você tinha). Aliás, você lembrava que era doente?
Por muitas vezes, eu vi que não...
Te amei tanto, meu querido...
Te fazer feliz, me fazia feliz!
Embarcar nos seus sonhos, me fazia lembrar como é bom sonhar, aliás, como é possível realizar sonhos!
Ah... meu querido... que falta você me faz...
Saudade do seu abraço apertado;
seu aperto de mão que eu brigava quando você apertava muito forte;
Saudade do seu exemplo de generosidade, solidariedade, humildade...
Morro de saudades de vc...
Aquele dedão do pé engraçado;
aquela barriguinha branquinha e cheia de cicatrizes que relembravam sua luta e fé;
aquela orelha que eu zombava;
aquela sua vontade de dançar e cantar, mesmo sem poder cantar...
Quem vai gravar o cd de músicas comigo?
Quem vai entrar na igreja, no dia do meu casamento, comigo? (pois é... eu ia fazer uma surpresa pra você...)
Quem meu futuro marido vai poder chamar de cunhado?
Quem apertaria minha mão quando eu estivesse indo ter bebê?!!! ;-(
Quando você se foi, eu pensei que estivesse perdendo um pedaço de mim.
Curioso como o mesmo Deus que nos uniu, também achou por bem nos separar.
Mas o bom disso tudo é que eu amo tanto esse Pai que a gente tem em comum que eu sei que um dia estaremos juntos de novo.
Melhor que isso: por muito amor a você, sei que Ele fez isso por ser o melhor a você.
E como eu também sempre te amei muito, eu sempre quis o melhor pra você.
E esse mesmo Pai que agora enxuga as minhas lágrimas,
foi Ele quem foi capaz de me ajudar a continuar vivendo,
trabalhando,
brigando,
me arrependendo (rs),
correndo na rua,
me fazendo ler,
brincar,
sorrir,
até estudar, sabia?
Viu só? To estudiosa e batalhadora igual a você!
Continuo pedindo a Deus pra levar seu exemplo onde, quando, como e o quanto eu puder!
Continuo pedindo a Deus que me ajude a sonhar... sonhar muito, muito, muito!
E em cada realização de um sonho (pois sei que eles são possíveis!!), eu vou lembrar de você...
E vou lembrar do quanto eu queria que você estivesse comigo sempre, em cada momento...
O quanto eu morria de saudades só do fato de te deixar em casa e ir trabalhar...
E é por você ter sido tão cativante;
é por você ter conquistado a mim e a tantas pessoas;
é por você ter sido quem foi;
amado e lutado como você amou e lutou;
é por eu ter te amado tanto mas tanto... que eu agradeço a Deus pelo privilégio de termos nos conhecido.
Sabe que hoje em dia eu não posso ouvir alguém falando com sotaque angolano que eu vou logo puxando conversa?
Pois é...
Simplesmente eu A-DO-RO falar de você...
Amo meu Pai do Céu que botou um amor no meu coração GIGANTE por você!!!
Ai, meu Deus...
que saudade...
quanta saudade...
tanta saudade...
E que ótimo que ele está no Seu colo agora. Muito obrigada.
Um bjo, querido Deus.
P.S.: Salomitos, o Dia dos Pais está chegando e eu estava pensando nos últimos Dia dos Pais que vivemos, como irmãos, e você sempre surpreendendo o Luiz com o maior carinho do mundo...
Você era incrível !
Você faz muita falta!
E eu daria tudo pra ter um outro Salomão na minha vida...
Não se preocupe: eu já pedi isso a Deus ;-)
Sempre te amei muito, meu maninho Salomão!!!!!!!!!!!!!
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Lembrando nós dois...
"Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
-Parece meio estranho, hein!
-Rum!
Também um bico de pato
E um jeitão de sabiá...
Mas se é amigo
Não precisa mudar
É tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo...
Não precisa mudar
É tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo...
Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
-E orelhas de camelo, né tio?
-É!
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está...
Nariz de tamanduá
-E orelhas de camelo, né tio?
-É!
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está...
É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
É tão bom se gostar
E eu adoro!
É claro!
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo...
Não precisa mudar
É tão lindo!
É tão bom se gostar
E eu adoro!
É claro!
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo...
São os sonhos verdadeiros, quando existe amor
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros
Como eu vi no filme...
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros
Como eu vi no filme...
É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu!
Nós e você!
Vocês e eu!
E é tão lindo!...
-Tio!Não precisa mudar
É tão lindo!
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu!
Nós e você!
Vocês e eu!
E é tão lindo!...
-Hein!
-É legal ter um amigo, né?
-É maravilhoso
Mesmo que ele tenha
Bigodes de foca
E até um nariz de tamanduá
-E orelhas de camelo tio, lembra?
-Orelhas de camelo?
-É tio!
-É mesmo, orelhas de camelo!
Mas é um amigo, não é?
-É!
-Então não se deve mudar!"
(A Turma do Balão Mágico & eu & Salomitos :-)
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